meu velho blog... ficou registrado muito do que fui e muito do que sou, um tanto não escrevi, outro tanto se perdeu, mas o que fica é o essencial. - e nele se mantem a vontade de compartilhar o que a gente vai aprendendo no caminhar com as estrelas e veredas...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Olha isso!
Pois é... difícil acreditar que no século XXI ainda tenhamos que conviver com esse tipo de absurdo... mas pelo menos, hoje podemos denunciar e proliferar as denuncias também!!!
Perguntei a minha mãe, que até uns minutos atrás não sabia o que significava a expressão "xilindró" (ou "chilindró"?), o que acharia se seus filhos fossem presos nessas condições (andando na caminhada cultural que fazemos todos os anos, por exemplo) e fossem colocados na tal prisão do tal condado.
É...
E viva a internet que possibilita que "ideias fantásticas" como essa do condado também cheguem a tanta gente... e possam ser questionadas, claro!
Porque um povo que se preocupa mais com punir do que educar (no sentido de ferramentar para sua emancipação e não no de dogmatizar), não é um povo, é uma pólvora! ;o)
sábado, 7 de novembro de 2009
Chatterton
A internet tem cada coisa!!!
Dei muita risada! hehehehe... muito bom! ;)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Não vou nada bem!
Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu!
Não vou nada bem
Não vou nada bem
Não vou nada bem
Não vou nada bem...
Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Isocrates, suicidou
Goya, enlouqueceu
E eu!
Não vou nada bem...
Não vou nada bem...(17x)
Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Van Gogh, suicidou
Schumann, enlouqueceu
E eu!
Puta que pariu!
Não vou nada bem...
Não vou nada nada
Não vou nada bem
Não vou nada bem
Não vou nada bem
Puta que pariu!...
Cansada pácas!...
Tenho uma tristeza que me seca... e até tenho aprendido a conviver com ela... mas hoje, não sei o que aconteceu!
Deveria estar surtando com o TCC, o projeto, os livros que tenho que ler para a prova... mas não. Surtei com as injustiças e contrastes do mundo. Surtei com o buzão lotado, o povo cansado e o calor cozinhando o que já parece enlatado. Surtei de ver que as pessoas sempre querem mais, mais e mais, mas nunca se dispõem a dar mais. Surtei pensando no quanto ouço as pessoas falarem "por que vc não faz isso?" e o quanto não ouço um "que tal fazermos isso? Eu te ajudo" ou qualquer coisa do tipo. Surtei de ver que fico sem reação quando surto.
Foi em perdizes que comecei a me perder... não sabia o que fazer, até que resolvi fazer o único caminho que sabia: voltar para minha sub-casa-trabalho.
Fui acolhida, mas continuei inconformada, especialmente com a fraqueza dos homens que aceitam conviver com as injustiças e contrastes do mundo, que se fazem de incapazes, que preferem se adaptar a tentar mudar, e assim, eternizam esta coisa, este monstro sem pé nem cabeça - com muitos pés frios e muitas cabeças quentes - em que vivemos. Como disse um professor meu ontem: "É o Reino do Absurdo!"
Claro que têm dias que parece que só conseguimos enxergar as coisas ruins, tristes e emperradas... e que a realidade não é só essa. Mas, podia melhorar tanto! Como é difícil não desanimar!
Não aprendi a pedir ajuda,
nem aprendi a desistir,
ou seja, me _ _ _ _!
Um desses dois terei de aprender. Qual vocês acham que há de ser?
domingo, 1 de novembro de 2009
devagar-ando...
Eu não sabia nadar, nem ler, nem escrever.
Um dia eu me afoguei e não tinha ninguém por perto!
Nunca aprendi a nadar, mas aprendi a me salvar.
´: j
Também aprendi a escrever, mesmo que não muito bem...
assim descobri que podia me expressar.
Escrevi tanto! Que bom que naquela época não era tão fácil publicar!
; )
Aprendi a ler, mas a ler tão, tão devagar...
que nenhum erro de concordancia me escapava!
Em compensação, não entendia nada!
Às vezes é assim até hoje.
´: ]
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Pan-pan-pan-pan-pan
O final de semana foi bom, mas conturbado: incêndio em uma favela "nossa", dia das crianças com chuva no cingapura - só fui de tarde quando os brinquedos já estavam desmontados por conta da chuva, mas disseram que as crianças adoraram. O curso da Fundap não acaba e as coisas que tenho que fazer, ver, resolver... menos ainda!
Ontem era o primeiro dia da semana e já estava destruída. A aula da faculdade foi boa, mas eu mal estava agüentando ficar sentada! A cabeça mesmo assim não parava. Fiquei com vontade de escrever sobre a aula, apesar de precisar priorizar o TCC... no fim, não fiz nem um nem outro. Apaguei.
Eu já contei que sou pangnóstica?
Hoje na corrida a caminho do trabalho encontrei uma carta de baralho. Dessa vez não peguei a carta pois havia muita gente por perto e apesar de estar à pé, estava em alta velocidade, uma freiada brusca... Havia outra carta virada para baixo, mas procurei não ficar pensando em qual seria a que não podia ver e memorizar a que vi: um dez de paus.
"O Dez de Paus retrata um estado de opressão. Jáson conseguiu tudo que almejou e, contudo, no final da história, sua aparência é muito triste, acabrunhada, e sua fisionomia traduz preocupações, enquanto o Argó de outrora, condutor de heróis, está a deriva na praia, quase destruído. A principio fica difícil entender por que esta lenda repleta de feitos heróicos e de altos ideais termina em depressão. [...] significa que o indivíduo está sobrecarregado e oprimido por ter assumido mais responsabilidades do que deveria. (...)"
: /
Cada vez que vejo uma lixeira assassinada na rua (é absolutamente freqüente infelizmente) lembro que preciso ver logo um outro modelo, pois precisamos comprar lixeiras novas, mas considero que essas são arrebentadas por conta das pessoas que vivem do lixo se irritarem com a profundidade da lixeira que não permite que peguem o que está no fundo sem tirá-la do lugar. Pode parecer absurdo, mas a realidade que temos na cidade hoje é essa, e isso precisa ser levado em consideração para podermos ter menos prejuízo e menos lixo espalhado por aí. E? E se eu não parar para ver isso logo, vão acabar comprando as novas no mesmo modelo antigo.
Pretendia pedir ajuda para o estagiário, mas hoje soube que ele solicitou seu desligamento sem nem se quer me avisar - tudo bem, eu já tinha conversado com ele e explicado que precisaria colocar alguém de sociais no seu lugar, para que já fosse procurando outra coisa, mas vcs acham que consegui entrevistar alguém? Não. Esperava contar com o que tinha para algumas coisas que eu não conseguia parar para passar. Ok. Agora não tenho nem um, nem outro. E ainda me sinto mal, porque acho que a falta de consideração dele é reflexo da minha.
Outra coisa que não posso mais adiar: organizar nosso voluntariado. Tenho uns 20 formulários preenchidos de pessoas que já até devem ter desistido de trabalhar com a gente, pois nisso já devem estar uns bem quatro meses aguardando um contato. Parece simples mas não é: preciso ver quem pode trabalhar com o que, que horas e onde. Preciso que fique muito claro que estão assumindo um compromisso por um tempo determinado, que não podem simplesmente "aparecer quando der"...
Também preciso ver o que falta para o dia do servidor (acho que tudo). Ainda há pendências do mutirão Água Branca... Preciso aproveitar que deixei a coordenação do mutirão deste mês com o Rafael para fazer o planejamento dos próximos... Também falta marcar os próximos cafés da manhã da Soninha com funcionários... Que mais? Certamente tem muito mais, mas chega!
Às vezes tenho a impressão de que tudo olha para mim perguntando se deixarei tudo esperando "for ever". Não, não deixarei. Mas hoje.... tudo-tudo-tudo-tudo-tudo terá que esperar, ao menos, até amanhã.
Santa Bárbara do Oeste! Podia ser pior, não podia?
Santa Clara... clareia o meu caminho?
Minha mãe Yemanjá, me permita relaxar quando a maré estivar calma, e quando estiver brava... que não me falte ginga pra surfar!
´: )
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Democracia é muito mais! - Mutirão Água Branca
Agora sim! Dá uma olhada e me diz se a gente...
não tem muito mais poder do que usa!
Para ver no youtube clique aqui.
Poli-Ana
Resolvi levar a vida com leveza, sem tristeza e até com certo humor. O único problema é que às vezes não me reconheço. Esses dias me deu um cadinho de mau humor e confesso que até senti uma saudadinha... : j
No trabalho estou procurando me des-sobrecarregar e resolver de uma vez um monte de pequenas pendências que me acompanham há muito! Qual o problema? - sempre tem unzinho pelo menos - é que não acabam!!! Parece que vão se multiplicando e saltando na minha cabeça! Cada hora lembro de algo que estava esquecendo e no fim, tenho a péssima sensação de que não fiz nada!
Isso, e especialmente as coisas que não consigo resolver sozinha, foram me cansando, cansando, cansando... Fui conversar pra desestressar, também sobre o trabalho, mas... Minha pergunta foi: "aonde estamos errando?" é... ouvi e refleti muito, fiquei pensando que algumas coisas pareciam tão simples, que eu tentaria fazer algo, mas sabia que era difícil. Assim como dei razão a quem me falava, a Soninha me dará razão, mas não sei se vamos conseguir mudar... A máquina está nos "ingulindo"!!!
Quando me despedi, pra completar, uma palavra mal colocada, mas infelizmente pronunciada, foi o suficiente pra me deixar deprimida! Como posso ser tão suscetível?
Fui pra faculdade me sentindo eu novamente. Pensando no quanto o executivo estava nos executando. Estava me sentindo exaurida, destruída, desanimada, deprimida, sentia que carregava o peso do mundo em minhas costas.
Bom, como aquele excesso de felicidade também já estava me irritando, não me incomodei tanto com meu "estado natural". Joguei minha Poliana pela janela, mas... parece que a filha da mãe enroscou num galho (ou teria caído na piscina?).
Ao entrar na sala vi com quem era a palestra que eu mal lembrava que aconteceria: era com o Humberto Dantas!!! O cara é muito bom!
Já estou quase dormindo, por isso não vou entrar em detalhes da aula, mas falávamos sobre reforma política e a necessidade de haver uma educação para a política - mais do que uma reforma - que é com o que ele trabalha e passa a paixão que tem pelo que faz. As aulas dele sempre são boas por isso. Fiquei super empolgada - a ponto de dizer ao professor que se não trabalhasse com a Soninha, trabalharia com ele!
Depois ainda fui conversar com meu orientador sobre outra coisa que está me desesperando: o TCC que tenho que entregar até 26 de novembro.
Apesar de ter me dado mais conta ainda de que estou bem, bem ferrada, sai de lá muito feliz!!!
:)
Não adianta, minhas anas são mesmo apaixonadas pela polis!
... quantas vidas será que terão?...