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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Redes sociais X Trabalho

Cada coisa precisa ter seu tempo e espaço ou corremos o risco de vivermos com uma sensação de frustração cada dia maior, pois saímos do trabalho com a sensação de que não fizemos o que precisava (porque temos que manter a rede aberta e ela nos distrai com assuntos pessoais) e que não paramos de trabalhar nunca porque ele nos acompanha - e permitimo-lhe tudo!


Tempo

Lembro que quando mais nova me sentia muito importante, para mim não havia dia ou hora, foi minha escolha: trabalhava 24 horas se possível - e quando preciso foi, o fiz. O fiz e percebi o quanto era massacrante, esmagador. Assim decidi que não queria mais aquela vida. Mas mudar não é fácil...

Desde então percebo cada vez mais o quanto é também desrespeitoso com nós mesmos essa atitude, com nosso corpo físico e nossa subjetividade, pois nossa riqueza reside na nossa diversidade! Não somos robô. Temos talento para ser bons em muitas coisas - e precisamos! Porque uma vida equilibrada é além de mais saudável, mais saborosa, rica em nutrientes essenciais para a Felicidade!

Agora quando vejo as pessoas enviando mensagens sobre trabalho aos domingos, noite, madrugada, lamento, pois sinto que muitas vezes não é pela necessidade do trabalho, mas do sentir-se importante. Cada coisa precisa ter seu tempo.



Espaço

Choquei quando li esses tempos uma pessoa perguntar se preferia que um arquivo (importante!) fosse enviado pelo facebook ou whatsaap! Por mais que a rede possibilite o envio, há coisas que tem que ir para o e-mail, pois a rede é dinâmica, a coisa se perde e depois encontrá-las nos fará perder tempo, logo, não pode ser o mais adequado.

E se a maioria passou a fazer isso, enquanto educadora, por mais que deva me aproximar da linguagem que o outro usa, pelo nosso bem, também não posso me refutar a fazer esta ressalva:

Cada meio tem suas vantagens e desvantagens, cabe a nós nos perguntarmos se estamos escolhendo o mais adequado para o assunto. Isso é profissionalismo. Lembrando que há uma rede social apropriada para a vida profissional: o Linkedin. Cada coisa precisa ter seu espaço.


Retângulo no quadrado

Claro que não significa que NÃO-NUNCA-JAMAIS, podemos fazer exceções, afinal, não somos quadrados, somos tudo-junto-e-misturado, complexos, humanos. O que não podemos é permitir que as exceções virem regra, a menos que sejam benéficas para nós, o que não me parece ser o caso.

Aliás, de minha parte, posso dizer que encontrar um e-mail pessoal em meio aos e-mails é como encontrar um chocolate no palheiro - alegra! E certamente darei mais atenção do que no whatsapp, que muitas vezes, se não tomo cuidado, me leva o tempo embora - e com muito pouca substância.

Enfim, precisamos usar a internet a nosso favor! Fica aqui meu apelo para essa reflexão! 😉


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Toda forma de amor vale a pena - Crowdfunding

Car@ amig@, o Espaço Cultural Taberna do Soberbo e eu precisamos de você!

Levantar R$ 22 mil para pagar as pessoas que contribuíram com este sonho é o meu desafio no momento e o convido a participar deste crowdfunding com Doação de apenas R$ 22,00​ (ou mais, se possível - no link você pode pagar com cartão de crédito e parcelar o valor que lhe convir, mas se preferir, pode fazer transferência para os Bancos do Brasil e Itaú), na esperança de poder me recuperar dessa paixão sem prejudicar ninguém.



Tudo isso porque inventei de fazer um Espaço Cultural em Teresópolis - e foi uma experiência única! Foi lindo o que fizemos, mas só aconteceu porque pude contar com todo um time e, assim como independente do resultado os jogadores da Seleção Brasileira recebem, penso que os meus também PRECISAM RECEBER. O momento é mais que difícil, mas solucionável, se puder contar com a ajuda dos amigos.

Agradeço muito se puder, pois o apoio de todos é indispensável neste momento!

Também vou disponibilizar meu currículo, pois precisarei novas fontes de renda o quanto antes. Lembrando que dou aula de espanhol, faço tradução e revisão, amo falar sobre Meio Ambiente, Administração Pública, Sociologia e Política e adoro fazer massagem - o que, modéstia a parte, faço muito bem! :) Precisando, é só chamar!!!
Ah, mas gosto mesmo é de inventar... e me engajar! E como (até demais)! rs... 
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Respondo algumas questões básicas a seguir, mas se houver outras, pergunte, por favor!

- O que é um crowdfunding?
É uma solução moderna para o crônico problema da dependência de patrocínio para o investimento em projetos culturais ou sociais, um site específico onde se pode entender melhor é o Catarse, mas há outros, como o Kickante (pelo qual não optamos devido às taxas de serviço). 

- O que ganho com isso?
Nesse tipo de arrecadação muitas vezes há contrapartidas com brindes e materiais de acordo com o valor pago e gostaríamos de oferecer ingressos para a próxima temporada da Taberna do Soberbo, no entanto, como não é certo que acontecerá, não podemos nos comprometer. Mas havendo, a lista de colaboradores certamente será tida em conta, podem cobrar!
De qualquer forma, quando investimos em arte e produção cultural, ganhamos todos, sem sobra de dúvida! ;)

- Como posso saber mais?
O Espaço Cultural Taberna do Soberbo nasceu da possibilidade de se aproveitar o movimento gerado pela Copa do Mundo em Teresópolis, cidade sede da CBF, para unir o calor e aconchego humanos às belezas da natureza e artes. Não conseguimos patrocínio e decidi fazer nada raça, na fé. Não tive o retorno financeiro desejado, mas fiz questão de ir até o fim, com 45 DIAS DE PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA, pois fortalecíamos uma movimentação cultural nova na cidade e geramos uma sequencia de preciosos encontros - que se superavam em qualidade e demasiada satisfação!

Você encontra um relato pessoal meu em: Taberna do Soberbo
E pelos vídeos também pode entender melhor a proposta:



e sua essência:



- Para onde vai meu dinheiro?
Seu dinheiro será destinado exclusivamente para o pagamento de pessoas físicas que trabalharam ou emprestaram recursos para o funcionamento do espaço cultural.

Preciso de R$ 4.099 até o final de agosto, para manter os acordos já feitos e ainda tenho R$ 7.320 pendentes sem acordo, além de R$ 10.601 parcelados em mais 4 vezes de R$ 2.613 (um pouco mais em dezembro).

No total são R$ 22.020 até o final do ano.

Não estão inclusos gastos pessoais e parcelas dos empréstimos. As pessoas que emprestaram receberão uma pequena parte agora e o restante no ano que vem.

- Como posso doar?
Por meio do botão “doar” aqui ou ao final da página do nosso site: http://tabernadosoberbo.com.br



Também pode ser por meio de transferência para Bancos do Brasil (ag 0018-3 c/c 74493-x) ou Itaú (ag 0057 c/c 77120-6), ou ainda, pessoalmente, marcando um café, almoço ou cerveja - certamente será um momento bom, especial e até produtivo! ;)

- De que outras formas posso colaborar?
Escrevendo um depoimento sobre sua experiência no espaço ou comigo e compartilhando ou enviando junto com este a seus contatos, fazendo a ponte com apoiadores em potencial, disponibilizando serviços, indicando trabalhos e até mesmo mandando energia positiva! :) :) :)




Agradecemos mais uma vez – IMENSAMENTE!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Não parece, mas é primavera!

Hoje fui para o psicólogo, olhando o celular, na esperança de chegar uma mensagem de cancelamento – coisa mais rara, mas não impossível. Estava tão cansada, esgotada, sem energia, e me sentindo em um pico de tensão e ansiedade, que não queria ter que me locomover para nada.

Estava triste porque, apesar de ter conseguido tudo o que queria, sinto que o corpo não está dando conta – e com essa... eu não contava! Tensa porque o boleto do novo aluguel vai chegar e não sei se até o vencimento consigo levantar a grana. Se tudo der certo sim, mas minha fé anda meio desorientada...

Claro que a tensão vem de muitos lados: da minha primeira tradução de livro que queria já ter terminado e entregado, das atividades a corrigir acumuladas, das pequenas múltiplas coisas da vida pessoal a resolver, do material da próxima disciplina que em poucos dias inicio. E da organização da casa nova, que sempre fica para depois!

Mas não há nada como conversar com um profissional! Amo meu psicólogo por isso, porque saio mais tranquila e recobro os sentidos e razão. E a primeiríssima providência é cuidar da minha alimentação para que só ficar de pé não consuma todas as minhas energias! E as outras coisas... ah, as outras eu tiro de letra, assim que melhorar!

E para isso me tirar um pouco o peso da minha auto-cobrança constante ajuda muito!

E ajuda mais ainda, claro, estar em um trabalho que gosto, com pessoas que gosto, trabalhando na minha área, estando abaixo de gente que confio. Somando isso a finalmente estar morando no centro, em um AP perfeito pra mim, em um prédio lindo, com um zelador incrível, com vizinhos bacanas, com localização perfeita...

Confesso que é tanta mudança que, às vezes, me sinto estranha; é que não parece que é minha vida, sabe?

Ainda não deu tempo de parar para assimilar. E também... antes parecia que se coseguisse voltar para o centro e voltar para um trabalho que gostasse, tudo estaria resolvido, e não está. Pelo visto, porque, como diz meu psicólogo: não é o final, é o começo.


E ainda que o dia esteja cinza e chuvoso... É primavera!!! =)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tudo é exatamente como deveria ser?

É no que tenho procurado me apegar, cada vez que me vejo, mais uma vez, inconformada.

Na semana passada fui fazer um exame em uma unidade de saúde da prefeitura e saí de lá pensando nisso, em como realmente tudo pode ter sua razão de ser.

Quando cheguei não havia ninguém na recepção e nenhuma placa ou cartaz informando para onde deveríamos ir. Fiquei um tempo aguardando até que fui atrás de outro funcionário e descobri que podíamos ir direto ao local. Fui com outra paciente que também estava tão perdida quanto eu. Encontramos próximo à sala mais duas senhoras e ali nos sentamos e começamos a conversar.

Pouco tempo depois chegou um senhor que me perguntou se eu ia fazer exame de uma forma que me incomodou, sentou para aguardar conosco, mas me senti tão incomodada com a presença que resolvi ir ao banheiro e dali fui para o jardim que era bonito e agradável. Tirei algumas fotos, mas não demorou nada para o segurança aparecer e dizer que não podia nem tirar fotos, nem permanecer no local. Ou seja, fui obrigada a voltar à presença daquele sujeito.

Minha intuição não estava equivocada. A pessoa era extremamente desagradável, falava alto, não ouvia, só se gabava de feitos dele ou de amigos com relação a bandidos que entraram no assunto não recordo como. Não demorou muito para dizer que havia gostado mesmo de quando a polícia invadiu o Carandiru.

Difícil conversar com uma pessoa assim, mas não costumo desistir de cara e tentei um pouco, perguntando se fosse um irmão dele ou ele mesmo, alegando que só está na cadeia quem não tem dinheiro para pagar um bom advogado e tentando compartilhar a compreensão de que não sabemos o que aquela pessoa passou e, portanto, não deveríamos julgá-la. Disse algumas vezes que não julgava ninguém, mas começou a ficar difícil não julgar aquele ser a minha frente.

Começou a me dar dor de cabeça, sentia a energia pesada do indivíduo e resolvi simplesmente parar de dar atenção. Peguei um papel “meditativo” meu e dei para a única paciente que ainda esperava, também incomodada, uma cartilha sobre violência contra a mulher, para “caso conhecesse alguém que precisasse”, mas mais que tudo, claro, para poder não dar atenção para o sujeito, que ficou extremamente incomodado e logo, felizmente, foi chamado para outro lugar.

Assim que essa moça que era a penúltima entrou, a anterior que saia do exame se sentou comigo e comentei do absurdo que tinha ouvido e do quanto o sujeito me pareceu desagradável.

Foi aí que tudo fez sentido, pois, por conta disso, ela não só concordou comigo, como dividiu sua história: contou que teve um filho viciado, que acabou roubando e indo parar na cadeia por conta do vício, além de ter se contaminado com AIDS. Contou que na cadeia ele virou evangélico, conseguiu parar, e depois teve dois filhos: um que nasceu com o vírus e morreu bebê e outro que nasceu sem o vírus e está com 08 anos. Lamentava que a mãe não a deixasse ficar com o menino, que agora tinha como padrasto um cara nada legal.

Perguntei qual era o sonho dela e respondeu com água nos olhos que era ter o menino, que lembrava muito o filho, ao lado. Sugeri então que fosse procurando se aproximar aos poucos dele, antes que fosse tarde, e que se ele estivesse sofrendo mesmo maus tratos, poderia reclamar no conselho tutelar e até conseguir a guarda. Ela ficou um pouco emocionada e disse que o faria. Entrei na sala mais tranqüila e satisfeita com a conversa.

A doutora era uma figura, com quem conversei muito. Saindo de lá, ia passando por o que parecia uma simples vendinha, mas ao ouvir a música Estrela que ali tocava, senti que me convidava a entrar e aceitei. Descobri então que dentro também havia um café, onde sentei, comi, bebi e fiquei admirando o universo de salgadinhos e doces que vendiam, lembrando do tempo de escola...

Senti que era um dia iluminado, desses que compensam os momentos complicados; senti que tudo era como deveria ser e que fazia parte da magia, encanto e mistério deste mundo! =)

Mundo... hora bonito, hora estilhaçado, mas sempre intrigante e envolvente, sempre pronto para abraçar e ser abraçado!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A vida é...


Diz a música - sabiamente - que "A vida cansa mesmo vivendo na França", daí pergunto: por que insistimos em continuar por aqui? Por que não chutamos o balde logo e experimentamos partir "desta pra melhor"?

Não sei. Confesso que às vezes dá vontade, mas...
Mas gosto das crianças, dos olhares, dos sorrisos, dos abraços, gosto do fogo esquentando do frio e do frio refrescando o calor, gosto de pegar na terra, de passar com cuidado a mão em um broto e segurar firme no tronco das grandes árvores, gosto de alguns cheiros e de alguns temperos, me fascinam as qualidades medicinais das plantas e a sabedoria dos povos indígenas - a ligação entre eles parece algo mágico, que não procuro entender apenas contemplo e admiro.

Também me fascinam a mitologia e a astrologia, suas ligações e interpretações, o teatro, a fotografia, as artes... a capacidade de transformar coisas sem vida em coisas bonitas. O estar com os amigos. A empolgação de assumir um desafio juntos e a satisfação e tranquilidade de ver sua realização. São tantas coisas boas que temos, somos, fazemos...

Também gosto da chuva, lavando, refrescando, regando... gosto de tudo que tem água, afinal, sou 70% água, assim como o planeta. Há lugares em que a água deve parar e há lugares em que deve correr, eu não sei em que lugares isso deve ocorrer, mas meu corpo sabe. É algo natural que parece mágico e é repleto de sabedoria.

Acredito que homem e natureza podem viver em harmonia, apesar de tantas atrocidades já cometidas, acredito que podemos mudar, podemos melhorar, podemos parar de só usar e passar a cuidar, podemos passar a ter uma relação muito mais saudável, isso sim é sustentável. Por isso sou CONTRA A CONSTRUÇÃO DE UMA USINA EM BELO MONTE, porque sou contra a destruição da Terra, sou contra a manutenção dessa matriz energética devastadora e sou contra o deslocamento dos povos indígenas existentes naquela região.

É por isso que me importo. Por que há quem não se importe? Eu juro que não entendo!



"Na luta de cada dia

cabe poesia

verso de arame

faca com ponta

estrelas e conchas

lápis de cores

doces e amores"


(
Huguera - A vida é, a luta é.)

* Fotos de Hélvio Romero em Vitória do Xingo - PA, na região de Belo Monte onde se pretende construir a terceira maior hidrelétrica do mundo!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

É o que me interessa

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussure em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

(Lenine)