Mas minha questão não é tanto por onde responder, mas há 3 coisas que me fazem preferir o email:
Quero meus e-mails de volta!
Abro minha caixa de entrada e cada vez mais chegam apenas propaganda e e-mails institucionais.
Por outro lado, quando abro as tais "redes sociais" (whatsapp e facebook), tenho centenas de mensagens que mal dou conta de acompanhar, no meio há de tudo: assuntos pessoas e profissionais, coisas nada a ver e coisas interessantes. - e se fosse olhar tudo, tudo, certamente, não faria mais nada!
Mas enquanto muita gente se maravilha com o poder das redes sociais, faço aqui meu apelo para que voltemos ao bom e velho e-mail, elenco aqui os motivos mais básicos:
1. Vira um material fácil de ser localizado com uma simples busca, evitando retrabalhos.
2. O e-mail possibilita marcar as mensagens importantes e categorizá-las.
3. Não ocupa a memória pessoal tendo que lembrar que entre as dezenas de mensagens que entram e saem há alguma que não pode deixar de ser respondida. - às vezes uso a "técnica" de não abrir para que me chame a atenção, mas nem sempre dá certo.
4. Percebo que o trabalho está invadindo nossos espaços de convívio pessoal (mesmo que digital) e precisamos impor-lhe limites - e se gostamos muito, então, impor-nos limite.
[continua...]
meu velho blog... ficou registrado muito do que fui e muito do que sou, um tanto não escrevi, outro tanto se perdeu, mas o que fica é o essencial. - e nele se mantem a vontade de compartilhar o que a gente vai aprendendo no caminhar com as estrelas e veredas...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Um e-mail, por favor!
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Inspirar e inspirar-se
Ao lado de onde trabalho se estabeleceram algumas pessoas em situação de rua. Ficam ali alguns colchões e uma carroça próxima. Há uns dias fotografei os cachorros ali. Ontem ao sair vi um casal dormindo abraçados numa "suave conchinha" e dormindo lindamente!
Fiquei tão encantada com a cena que outra pessoa dali me abordou pedindo para pagar comida (do caminho de casa até o trabalho e vice-versa são inúmeros os pedidos, se você não parecer firme e determinado, não chega a lugar algum e fica mais sem dinheiro do que já estava).
No dia anterior, a emoção ali era por conta de um vendedor de pipocas que a polícia abordava decidindo apreender seu carrinho. Fiquei sem saber o que fazer. Buscava uma ideia. Se houvesse algo sério acontecendo por perto que tivessem que socorrer... nada. Entrei num sebo para poder acompanhar de longe e no lugar de me ocorrer uma idéia, um livro me encontrou e decidi comprá-lo.
Quase chegando em casa, outro casal em situação de rua, deitados no chão de barriga pra cima, com as cabeças juntinhas, olhavam um livro que ela lia. - E como queria saber desenhar para poder compartilhar aquela imagem que por instantes me capturou!
Cheguei em casa e a lua crescente já começava a querer brilhar, mas o sol ainda clareava bem. Pendurei minha rede na varanda, peguei o livro que havia comprado no sebo no dia anterior e, inspirada pelo casal, fiquei me deliciando com a leitura e aquele momento único. Escureceu, namorei um pouco o brilho da lua se intensificando e fui tocar minhas coisas.
Ler é um prazer com que sonho há muito, porque há anos coloco o que tenho obrigação de ler na frente, e com isso, acabo não lendo nada. Como este ano pretendo ser mais gentil comigo, espero muito conseguir salvar tempos assim, pra ler e mais nada! =)
...
... ...
Essa história me remeteu a uma situação na semana anterior em Teresópolis, onde me diziam que era impossível a criança que chegara ficar 2 minutos quieta - isso porque havia dito que ia meditar uns minutos de frente para o Dedo de Deus. Devo ter ficado entre 20 e 30 minutos ali. Depois do almoço, para a surpresa de todos, eis que a pequena se senta na mesma posição na frente para o monumentoso por vários minutos!
Dois dias depois minha mãe envia um vídeo do meu padastro tomando banho de chuva - coisa que tenho imenso prazer de fazer... não tive sucesso desta vez, minha mãe me fez entrar, mas tentei! rs
Fiquei pensando que mais do que tentar convencer os outros de que algo é bom, se houver oportunidade, simplesmente fazer o que sente vontade, por inteiro, sem pretensões, pode ter um resultado muitíssimo maior!
E ambas situações me agradaram tanto o coração! Para 2017: Inspirar e inspirar-se! Que tal? ;)
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Triste, tão triste
"Porque será que existe, o que quer que seja?
Sinto o peito vazio e ainda assim, farto.
Estou triste, tão triste..."
Hoje trabalho onde queria e com o que
acredito, me realizo! ...no entanto, estou triste, tão triste.
Hoje mais uma vez, não consegui cumprir com
o combinado comigo: saí cedo e votei noite, mas com a pura e simples diferença de ter me dado
conta de que amo o que faço, mas vivo
esgotada.
Não tenho tempo, muito menos disposição, para
cuidar de mim, da minha casa, da minha vida.
Dia destes tive tão forte pra mim que não quero
mais essa vida de só trabalhar que dois dias depois quis voltar para o trabalho
de noite e o universo parecia conspirar totalmente contra. Entendi. Decidi desistir
e relaxar, mas no fundo, não relaxei e ainda me lasquei no dia seguinte.
O que penso geralmente é: “amanha vou
chegar mais cedo em casa” de modo que dará tempo de descansar e ainda colocar
algo em ordem. No entanto... essa utopia acaba muitas vezes ficando para outro
futuro, e especificamente hoje, me senti vencida.
Senti que vencer o vício do trabalho pode
ser mera ilusão, que sempre haverá mais um “estado de exceção”, ou o mais
brando e recorrente: mais uma semana atípica.
E nem sei como tenho coragem de estar
reclamando, sendo que estou com apenas um trabalho, em outros tempos eram ao
menos dois ou três.
...
A militância me exaure. Mas como me dar ao
luxo de não militar, em tempos tão.., temerosos? Aliás, na verdade ainda me
pesa a consciência porque só tenho militado na minha atuação.
Na teoria é fácil reconhecer que às vezes é
preciso dizer não, mas na prática, perder o hábito é uma luta – que nem sempre
temos energia pra travar.
O que fazer então? Não sei. Hoje não quero
mais nada. Meu maior sonho tem sido poder dormir um pouco mais... ainda que
confesso, vez ou outra me pego desejando um milagre pra terminar meu mestrado.
Mas o que mais me angustia, talvez seja o fato de perceber que tenho aprendido e vivenciado muitas coisas que queria demais compartilhar, ensinar, multiplicar... até pra ver se registro e aprendo mesmo! rs... Só que os homens cinzentos além de surrupiarem nosso tempo, parece que agora também retiram nossa energia.
Hoje, só quero curar essa dor de cabeça e
mais nada, Nada, NADA!
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Parto humanizado/a - amar e realizar
Humanizar.
Esse talvez seja o maior desafio da humanidade na atualidade.
E foi
justamente na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania que fui
parar este ano! Além de fazer muito sentido para mim, com o privilégio de ter
Eduardo Suplicy como Secretário, o privilégio foi dobrado de poder trabalhar ao lado
do meu ex-vizinho, Claudinho Silva, atual Coordenador de Políticas para
Juventude de São Paulo.
Claudinho é
negro, morador da favela, enfrentou duras realidades desde muito cedo, tem um coração de touro, aprendeu, lutou, abriu portas, e hoje, sou eu que aprendo com ele – e não só tenho orgulho
disso, como o admiro mais. Tivemos em comum, além do bairro, a base da Associação Comunitária Monte
Azul, que desenvolve um trabalho riquíssimo há mais de 25 anos ali. O que
vivenciamos com ela, entre tantas e tantos profissionais incríveis, certamente
nos compõem e permanecerá conosco até o fim!
No Monte
Azul, também tínhamos a Associação Trópis iniciativas sócio-culturais, da qual
fui “membro-fundador”, a qual posso dizer que foi minha estrutura-basilar. Nela
lutávamos contra o desperdício de
talentos – e ser ONG há 16 anos, era muita luta! Era pequenina ao lado
da Monte Azul, mas nos potencializava! Entre os que dela faziam parte, Gil Marçal e
eu entramos na Prefeitura de São Paulo e ficamos. Ele dois anos antes que eu,
na Secretaria de Cultura e eu passando por algumas (Gestão, Câmara, Subprefeituras,
Saúde e Serviços) no decorrer de 10 anos.
A diferença: passei num
concurso de nível médio na gestão Serra-Kassab e fui efetivada. De lá para cá,
foram inúmeras as vezes que concluí que deveria sair da Prefeitura, mas algo me
prendia. Entendo agora que quando trabalhamos na oposição, qualquer
pequena realização parece uma vitória, já quando somos situação, todas
as muitas ações que desejaríamos fazer, vão se colecionando com leve sabor de frustração. Daí a frequência da minha conclusão ter aumentado talvez – somada ao
fator financeiro sequelado pelos 0,01% de reajuste anual sobre um valor já
irrisório e ao tempo que fiquei sem cargo "de castigo" na Saúde, durante as gest Kassab.
Mas quando
a gente ama, não desiste.
Amo o potencial transformador das nossas ações, no caso, das políticas públicas. Além
disso, estar na Prefeitura de São Paulo significa estar na vitrine da
Administração Pública, pois o que é feito aqui pode ser visto pelos mais de 5
mil municípios deste país, ou seja, pode ter um impacto positivo indireto
incalculável!
Tenho visto
(aliviada!) muitas coisas boas sendo feitas pela gestão Haddad, e entre tantas, escolhi destacar esta que foi uma junção especial de forças boas, no campo macro: 02 instituições que são parte indissociável da minha trajetória se encontraram para firmar parceria fortalecendo algo mágico e lindo.
A Prefeitura de São Paulo inseriu no SUS o centro
de parto humanizado da Associação Monte Azul, a Casa Angêla.
Um lugar que garanta que nossas
crianças sejam recebidas com amor, desde antes, mas pricipalmente durante a chegada, com o devido
cuidado, é coisa rara. E que um gestor, ou melhor, três (Haddad, Padilha e
Claudinho), entendam a relevância desse cuidado e atuem para torná-lo possível
a mais gente, é digno de puro reconhecimento-gratidão-admiração! E não houve
quem não se emocionasse!
O parto humanizado vai contra o automatismo que se instaurou com a obseção pela velocidade. O ser humano hoje entra quase que numa produção em linha, às vezes até com hora marcada para nascer, como se fosse coisa, como se os processos naturais não tivessem sua real importância (de maturação, de experienciação). No entanto, depois, não se deixará de questionar a falta de humanidade. Não é óbvio que há algo muito equivocado?
É curioso perceber o quanto o tempo virou um tormento, a necessidade de fazer mais com menos nos tornou pessoas dissociadas do tempo natural. Tenho várias frustrações que vem disso (porque sempre quero colocar mais do que cabe!), não obstante, fui trabalhar justo onde sentimos que tudo demora mais, mas não é só porque o Estado é lento, mas também porque as coisas têm seu tempo, da constatação de um problema à solução dele há todo um trajeto.
E de umas semanas pra cá, vendo os resultados do que talvez há dois ou três anos foi desejado, entendo melhor isso e posso dizer que me sinto FELIZ com nossa gestão! Ainda pretendo sair da PMSP um dia, mas fico mesmo feliz e agradecida de fazer parte dela hoje! =)
O parto humanizado vai contra o automatismo que se instaurou com a obseção pela velocidade. O ser humano hoje entra quase que numa produção em linha, às vezes até com hora marcada para nascer, como se fosse coisa, como se os processos naturais não tivessem sua real importância (de maturação, de experienciação). No entanto, depois, não se deixará de questionar a falta de humanidade. Não é óbvio que há algo muito equivocado?
É curioso perceber o quanto o tempo virou um tormento, a necessidade de fazer mais com menos nos tornou pessoas dissociadas do tempo natural. Tenho várias frustrações que vem disso (porque sempre quero colocar mais do que cabe!), não obstante, fui trabalhar justo onde sentimos que tudo demora mais, mas não é só porque o Estado é lento, mas também porque as coisas têm seu tempo, da constatação de um problema à solução dele há todo um trajeto.
E de umas semanas pra cá, vendo os resultados do que talvez há dois ou três anos foi desejado, entendo melhor isso e posso dizer que me sinto FELIZ com nossa gestão! Ainda pretendo sair da PMSP um dia, mas fico mesmo feliz e agradecida de fazer parte dela hoje! =)
Sim, não
são só flores, os desafios são constantes, mas vamos aprendendo com eles. Aliás,
houve momentos no ano que estive a ponto de pedir exoneração, no último me apeguei à oração de São
Francisco – e foi justamente ela que cantamos, numa energia magnífica, de mãos dadas,
Prefeitura e Monte Azul juntas! Sei que muita gente me vê como idealista e sonhadora, às vezes parece sonho mesmo, mas o que vejo é que é possível. A questão é que gosto de amar e realizar. E as ações não só acontecem, elas nos trasnformam e fazem desejar continuar. São como filhos! É fácil não, mas sempre se chega a alguma satisfação.
***
...E já quase findado este ano-duro, me chega hoje um novo desafio intersecretarial, que não fui capaz de recusar! Amo as pessoas e o que faço (trabalhar no Plano Juventude Viva), assim como o espaço na sua magnitude, no sentido de cada "caixinha" de luta que compõem a SMDHC, mas, se tudo der certo, em breve chego ao lugar que talvez seja mesmo o meu destino neste intenso trajeto.
Parto com o coração partido, de verdade, com imenssíssima gratidão às pessoas que ali me acolheram, mas ao menos, aprendi um pouco mais e é certo: parto mais humanizada ainda! :´)
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Toda forma de amor vale a pena - Crowdfunding
Car@ amig@, o Espaço
Cultural Taberna do Soberbo e
eu precisamos de você!
Levantar R$ 22 mil para pagar as pessoas que contribuíram com este sonho é
o meu desafio no momento e o convido a participar deste crowdfunding com Doação
de apenas R$ 22,00 (ou mais, se possível - no link você pode pagar com cartão de crédito e
parcelar o valor que lhe convir, mas se preferir, pode fazer transferência para os Bancos do Brasil e Itaú), na esperança de poder me recuperar dessa paixão sem prejudicar ninguém.
Tudo isso porque inventei de fazer um Espaço Cultural em Teresópolis - e
foi uma experiência única! Foi lindo o que fizemos, mas só aconteceu porque pude contar com todo um time e, assim como
independente do resultado os jogadores da Seleção Brasileira recebem, penso que
os meus também PRECISAM RECEBER. O momento é mais que difícil, mas
solucionável, se puder contar com a ajuda
dos amigos.
Agradeço muito se puder, pois o apoio de todos é indispensável neste momento!
Também vou disponibilizar meu currículo, pois precisarei novas
fontes de renda o quanto antes. Lembrando que dou aula de espanhol, faço tradução
e revisão, amo falar sobre Meio Ambiente, Administração Pública,
Sociologia e Política e adoro fazer massagem
- o que, modéstia a parte, faço muito bem! :) Precisando, é só chamar!!!
Ah, mas gosto mesmo é de inventar... e me engajar! E como (até demais)! rs...
Ah, mas gosto mesmo é de inventar... e me engajar! E como (até demais)! rs...
_____________________________________________________________________________
Respondo algumas questões básicas a seguir, mas se houver outras, pergunte,
por favor!
- O que é um crowdfunding?
É uma solução moderna para o
crônico problema da dependência de patrocínio para o investimento em projetos
culturais ou sociais, um site específico onde se pode entender melhor é o Catarse, mas há outros,
como o Kickante (pelo qual não
optamos devido às taxas de serviço).
- O que ganho com isso?
Nesse tipo de arrecadação muitas
vezes há contrapartidas com brindes e materiais de acordo com o valor pago e
gostaríamos de oferecer ingressos para a próxima temporada da Taberna do Soberbo,
no entanto, como não é certo que acontecerá, não podemos nos comprometer. Mas havendo, a lista de colaboradores certamente
será tida em conta, podem cobrar!
De qualquer forma, quando investimos em arte e produção cultural, ganhamos todos, sem sobra de dúvida! ;)
- Como posso saber mais?
O Espaço Cultural Taberna do
Soberbo nasceu da possibilidade de se aproveitar o movimento gerado pela Copa do Mundo em Teresópolis, cidade
sede da CBF, para unir o calor e aconchego
humanos às belezas da natureza e artes. Não conseguimos patrocínio e
decidi fazer nada raça, na fé. Não tive o retorno financeiro desejado, mas fiz questão de ir até o fim, com 45 DIAS DE PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA, pois fortalecíamos uma movimentação cultural nova na cidade e geramos
uma sequencia de preciosos encontros - que se superavam em qualidade e demasiada satisfação!
Você encontra um relato pessoal meu em: Taberna do Soberbo
E pelos vídeos também pode entender melhor a proposta:
e sua essência:
- Para onde vai meu dinheiro?
Seu dinheiro será destinado
exclusivamente para o pagamento de pessoas físicas que trabalharam ou
emprestaram recursos para o funcionamento do espaço cultural.
Preciso de R$ 4.099 até o final de agosto, para manter os acordos já feitos
e ainda tenho R$ 7.320 pendentes sem acordo, além de R$ 10.601 parcelados em
mais 4 vezes de R$ 2.613 (um pouco mais em dezembro).
No total são R$ 22.020 até o final do ano.
Não estão inclusos gastos pessoais e parcelas dos empréstimos. As pessoas
que emprestaram receberão uma pequena parte agora e o restante no ano que vem.
- Como posso doar?
Por meio do botão “doar” aqui ou ao final
da página do nosso site: http://tabernadosoberbo.com.br
Também pode ser por meio de transferência para Bancos do Brasil
(ag 0018-3 c/c 74493-x) ou Itaú (ag 0057 c/c 77120-6), ou ainda, pessoalmente, marcando um café, almoço ou cerveja - certamente será um momento bom, especial e até produtivo! ;)
- De que outras formas posso colaborar?
Escrevendo um depoimento
sobre sua experiência no espaço ou comigo e compartilhando ou
enviando junto com este a seus contatos, fazendo a ponte com apoiadores em potencial, disponibilizando serviços, indicando trabalhos e até mesmo
mandando energia positiva! :) :) :)
Agradecemos mais uma vez – IMENSAMENTE!
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segunda-feira, 28 de julho de 2014
Taberna do Soberbo
É uma pequena grande história de como... me apaixonei.
Foi num dia desses que se chega em casa ansioso para não fazer nada. Tanto que, não costumo fazer isso, mas liguei a TV. Não por acaso, ou por um acaso muito certo, uma propaganda me chamou a atenção, pois nela aparecia uma imagem (deslumbrante!) que me é muito familiar: o Dedo de Deus.
Cresci olhando para aquele monumento em toda sua grandeza. Montanha-pedra-esculpida que sempre tive como um grande pai. Era ali, naquele lugar, na casa da minha mãe, para onde as luzes de todo o mundo iam se voltar. Era esse o momento. De repente resgatei lá do fundo do baú um sonho de infância: ver aquele bar funcionando, cheio, com música ao vivo, com tudo que um espaço com uma das vistas mais bonitas do mundo pode imaginar e merecer ter.
Não queria me empolgar em vão e fui à internet conferir: de fato a Concentração Brasileira de Futebol acabava de ser reinaugurada ali no bairro vizinho, na Granja Comary. A cidade esperava 30 mil turistas. Ninguém seria capaz de conter minha empolgação. Faria um espaço cultural, sem igual! E era ao mesmo tempo a oportunidade de fazer algo lindo e a chance de pagar todas as pessoas a quem estava devendo. :)
Tudo na ideia me fascinava. Falei com minha mãe e ela autorizou. Chamei dois produtores que me pareciam essenciais para o projeto e começamos a tocar. Mas...
tínhamos só 45 dias de pré-produção e, no mundo das ideias,tudo é mais fácil, tudo parece simples e viável. Na vida real, nada, absolutamente nada foi fácil. Mas não desistimos. No dia da inauguração boa parte chegou faltando algumas horas para abrir, tudo bem mais improvisado do que gostaria, mas ok. Funcionou. Era aquilo. E toda vez que a banda tocava, nesses 45 dias, todo o resto que não estava perfeito, eram só detalhes.
Assim como a maioria das pessoas que frequentavam o Espaço Cultural Taberna do Soberbo, eu também tinha me apaixonado por aquilo tudo: o encontro da beleza do lugar com a qualidade artística, com o atendimento diferenciado, o público, a energia revigorante que nos aquecia... era mesmo muito perfeito.
Sim, sempre há detalhes que nos atormentam, uns mais outros menos, como a máquina de cartão de crédito que funcionou 3 vezes e nunca mais. Mas o mais complicado foi o fato de não ter me apaixonado só pelo projeto, mas também pelas pessoas que trabalharam nele. Eram muitos, e efetivamente, não podia ter todos, pois o dinheiro que entrava era suficiente para nos manter, não para nos pagar. No entanto, também não era capaz de escolher quem deveria sair, poderia escrever sobre cada um e certamente vocês me entenderiam, mas daria um livro, por isso digo só que cada um era parte muito especial do todo.
Posso elencar ainda 4 pontos que colaboraram para que perdêssemos esse jogo:
1. Funcionar 45 dias seguidos não nos dava o tempo necessário de parar, reavaliar e mudar estratégias, além de dias fortes terem que cobrir os custos fixos dos dias fracos;
2. A cultura financeira da cidade é peculiar, não podíamos cobrar nem de longe o que se cobraria em São Paulo ou mesmo no Rio de Janeiro;
3. Não conseguimos alcançar o turista, apenas o pessoal da cidade;
4. Um dos produtores teve que voltar pra São Paulo e ficamos “sem capitão”.
Como não conseguimos atingir o turista em uma cidade turística? Pois é... como disse o jogador entrevistado depois da goleada que o Brasil tomou da Alemanha:
“é complicado explicar o inexplicável”
Até poderia, mas acho que não vem ao caso. Aprendi muito, muito mesmo. E amo o que fizemos. Não me arrependo. Mas não podia ter me jogado sem patrocínio. Escrevi o projeto, mas foi muito em cima, não deu tempo... Certo é que não volto a me aventurar sem recursos reais.
A questão agora é: como pagar todas as pessoas que trabalharam nesse sonho?
Usei todo o crédito que podia ter nos bancos para investir, o pouco que consegui depois disso deu para pagar parte de parte do pessoal.
Estou retomando minha vida em Sampa, onde ainda tenho meus trabalhos, estou disposta a fazer sacrifícios para arcar com os custos que o investimento me gerou, mas mesmo assim, não é suficiente. Preciso pagar essas pessoas. Por isso estou escrevendo aos amigos, num pedido de socorro mesmo.
Investimos em cultura, em algo de qualidade, e foi lindo. Tínhamos artistas incríveis, e ainda encontramos em Teresópolis mais deles, tão bons quanto, sensacionais! Foi realmente mágico. A cidade ficou encantada, engrandecida, agradecida. Pediam que ficássemos... nos enamoramos.
E acredito que fazendo isso, fazemos um bem à humanidade, pois a Arte, segundo Sartre, tem a função de aliviar a dor. E vai além, nos eleva, nos religa a nós mesmos e a algo maior que é a própria arte do universo, onde doar e receber se fundem e se tornam exatamente o mesmo movimento.
Ah,
não é delírio meu não. Podem verificar!
E até uma propaganda linda:
Amigos,
sempre me orgulhei de me virar só, de não depender de ninguém, mas neste momento, estou aprendendo a ser humilde e pedir ajuda. Preciso de 20 mil reais para pagar as pessoas (com bancos eu me viro), portanto,
qualquer pequena ou grande quantia será essencial e muito bem vinda.
Agradeço imensamente o socorro a este coração que se apaixona e quer sempre fazer mais!
Os dados bancários para depósito/transferência são:
BB ag. 0018-3 c/c 74493-X ou Itaú ag. 0057 c/c 77120-6
Em caso de cartão de crédito é possível fazer a doação pelo PayPall:
Beijos e abraços
ainda
cheios
de luz!!!
:)
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