Sabe essas coisas que a gente vive se propondo a fazer e nunca consegue? Pois é, esses dias decidi que seria feliz e pronto. É verdade que na primeira semana vi que não era tão simples assim, não dava pra eu me enganar, mas... uma semana depois eu já estava melhor, e daí em diante só fui melhorando!!! Isso faz mais ou menos um mês! Dá pra acreditar?
Resolvi levar a vida com leveza, sem tristeza e até com certo humor. O único problema é que às vezes não me reconheço. Esses dias me deu um cadinho de mau humor e confesso que até senti uma saudadinha... : j
No trabalho estou procurando me des-sobrecarregar e resolver de uma vez um monte de pequenas pendências que me acompanham há muito! Qual o problema? - sempre tem unzinho pelo menos - é que não acabam!!! Parece que vão se multiplicando e saltando na minha cabeça! Cada hora lembro de algo que estava esquecendo e no fim, tenho a péssima sensação de que não fiz nada!
Isso, e especialmente as coisas que não consigo resolver sozinha, foram me cansando, cansando, cansando... Fui conversar pra desestressar, também sobre o trabalho, mas... Minha pergunta foi: "aonde estamos errando?" é... ouvi e refleti muito, fiquei pensando que algumas coisas pareciam tão simples, que eu tentaria fazer algo, mas sabia que era difícil. Assim como dei razão a quem me falava, a Soninha me dará razão, mas não sei se vamos conseguir mudar... A máquina está nos "ingulindo"!!!
Quando me despedi, pra completar, uma palavra mal colocada, mas infelizmente pronunciada, foi o suficiente pra me deixar deprimida! Como posso ser tão suscetível?
Fui pra faculdade me sentindo eu novamente. Pensando no quanto o executivo estava nos executando. Estava me sentindo exaurida, destruída, desanimada, deprimida, sentia que carregava o peso do mundo em minhas costas.
Bom, como aquele excesso de felicidade também já estava me irritando, não me incomodei tanto com meu "estado natural". Joguei minha Poliana pela janela, mas... parece que a filha da mãe enroscou num galho (ou teria caído na piscina?).
Ao entrar na sala vi com quem era a palestra que eu mal lembrava que aconteceria: era com o Humberto Dantas!!! O cara é muito bom!
Já estou quase dormindo, por isso não vou entrar em detalhes da aula, mas falávamos sobre reforma política e a necessidade de haver uma educação para a política - mais do que uma reforma - que é com o que ele trabalha e passa a paixão que tem pelo que faz. As aulas dele sempre são boas por isso. Fiquei super empolgada - a ponto de dizer ao professor que se não trabalhasse com a Soninha, trabalharia com ele!
Depois ainda fui conversar com meu orientador sobre outra coisa que está me desesperando: o TCC que tenho que entregar até 26 de novembro.
Apesar de ter me dado mais conta ainda de que estou bem, bem ferrada, sai de lá muito feliz!!!
:)
Não adianta, minhas anas são mesmo apaixonadas pela polis!
... quantas vidas será que terão?...
meu velho blog... ficou registrado muito do que fui e muito do que sou, um tanto não escrevi, outro tanto se perdeu, mas o que fica é o essencial. - e nele se mantem a vontade de compartilhar o que a gente vai aprendendo no caminhar com as estrelas e veredas...
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Poli-Ana
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O amor tem dessas coisas...
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que corre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.
Carlos Drummond
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que corre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.
Carlos Drummond
Isso me lembrou uma história...
Certa vez, quando minha tinha morava no interior do Paraná, estava em sua casa um amigo conversando com o marido enquanto afiava o facão. Ficou horas fazendo aquele fio com extremo capricho. Quando por fim parou, vendo minha tia distraída, foi provocá-la brincando como se fosse fachucá-la. O homem apenas encostou o facão perto de seu calcanhar. Foi o suficiente para a perna dela começar a sangrar. O marido já ia pra cima do amigo quando se deram conta de que o sangue que jorrava era preto. Minha tia estava com tetano e não fosse a brincadeira, em pouco tempo teria perdido o pé. O sangue contaminado precisava sair. E assim ela se salvou, por um triz.
Voltando ao poema...
Se eu não me desesperei? Acho que nos primeiros momentos sim, mas depois... acho que percebi que precisava deixar sangrar e... me deu um subito de felicidade! Como se tivessem me dado de volta a liberdade - mesmo sem tê-la perdido.
E assim sigo...
Hoje?
Sorrindo!
: )
Certa vez, quando minha tinha morava no interior do Paraná, estava em sua casa um amigo conversando com o marido enquanto afiava o facão. Ficou horas fazendo aquele fio com extremo capricho. Quando por fim parou, vendo minha tia distraída, foi provocá-la brincando como se fosse fachucá-la. O homem apenas encostou o facão perto de seu calcanhar. Foi o suficiente para a perna dela começar a sangrar. O marido já ia pra cima do amigo quando se deram conta de que o sangue que jorrava era preto. Minha tia estava com tetano e não fosse a brincadeira, em pouco tempo teria perdido o pé. O sangue contaminado precisava sair. E assim ela se salvou, por um triz.
Voltando ao poema...
Se eu não me desesperei? Acho que nos primeiros momentos sim, mas depois... acho que percebi que precisava deixar sangrar e... me deu um subito de felicidade! Como se tivessem me dado de volta a liberdade - mesmo sem tê-la perdido.
E assim sigo...
Hoje?
Sorrindo!
: )
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