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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Chuvas

E finda nosso feriado prolongado. Que foi muito bom, mas passou muito rápido - como não?
A semana passada foi pesada com aquele ar seco e um resfriado que não me largava...

Mas o tango tem feito com que meus finais de semana sejam ansiosamente esperados, assim como as horas dançadas muito bem... saboreadas! Ele é o chocolate da semana e sempre deixa aquele gostinho de quero mais. :)

Final de domingo passei muito mal: quase não conseguia enxergar, tive muita dor de cabeça e dor nos olhos além de um pouco de ânsia. Ainda não sei bem ao certo o que tive, mas pode ter sido um alteração na pressão do olhos (coisa que nem sabia que existia até participar de uma campanha contra o glaucoma o ano passsado)...

Sei que por conta disso acabei descansando mais do que pretendia e, por conseguinte, fazendo menos do que havia programado. Mas tudo bem. Foi por uma justa causa. As postagens e e-mails pendentes ficarão, mais uma vez, para um outro momento. Mas chegaremos lá! ;)

Fiquei feliz que consegui dar uma outra cara para minha sala, e agora sinto uma satisfação imensa cada vez que olho para ela e a vejo assim tão linda! :)

Também tenho ficado satisfeita com o simples fato de ver as coisas, e até tenho a impressão de estar enxergando melhor! Acho que por conta do susto de domingo, tenho reparado mais nas coisas, cores, contornos... como é bom poder enxergar bem! Parece tão simples, mas é tão complexo - e quase não nos damos conta!

Outra felicidade trazida por outro fator que parece simples: a chuva! Como fiquei feliz de ver a chuva!!! Levantei, abri a janela e percebi que ainda não tinha visto a chuva naquela casa. Que delícia fechar os olhos e sentir seu cheiro, seu ar, seu barulho... e o alívio que dá!

Hoje vim para a casa do meu pai, fazia tanto tempo que não vinha... tão bom sentar na mesa e conversar um pouco, ouvir o meu irmão ensaiando, cumprimentar os que entram e saem... estava precisando de uma dose disto aqui!

E falando em música e chuva, encontrei algo aqui que encaixou tão perfeitamente dentro de mim! Queria pudessem ouvir a música, mas como ainda não está gravada... vai só a letra por enquanto:

Chove (Gunnar Vargas)
Chove dentro de mim
Cobre todo jardim
Flores e um bem te vi

Ri da tua ausência
Ri dessa esperança
Ri dessa criança
Que espera acordada a chegada de ti

Se eu pudesse eu deixava a lembrança apagar por inteiro
Seu cheiro eu trocava por outro tempero
Suas roupas rasgava, pintava em vermelho
O tapete branco que você deixou
Negava o tanto que você quebrou
Queimava o livro que você parou

Corre longe daqui
Lendas feitas por ti
De que chegou ao fim
Li nas suas cartas
Vi nas suas costas
Marcas de outras unhas
Que sem piedade te arrancaram de mim

...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Benditos os feriados, benditos!

Ai… nada como um feriado!

Na quarta trabalhei até a meia noite, fiquei arrumando a sala e principalmente, as minhas pilhas de papeis. Comecei puta da vida com um monte de coisas e terminei extremamente satisfeita com o meu trabalho, simples, mas que o complexo nunca me permite uma brecha para fazê-lo.

Pretendia durante os quatro dias que tinha pra ficar em casa aproveitar que minha mãe vinha me visitar e fazer o mesmo na minha casa. O problema é que em casa tenho umas dez vezes mais bagunças que no trabalho, e que... Feriado foi feito pra descansar, e mãe pra curtir – pelo menos quando passa muito tempo longe como a minha.

No final das contas, na quinta passei o dia inteiro descansando (pois fora o estresse da curta semana, quase não tinha dormido durante a noite). A sexta não foi muito diferente, até porque, quando terminei de me arrumar pra sair, depois de há muito custo vencer a preguiça, começou a chover.

Sábado, mesmo embaixo de chuva, fui comprar algumas coisas com uma amiga. Cheguei em casa toda molhada, mas feliz de ter uma coisa a menos pra fazer e por ter encontrado minha sobrinha e meu irmão em casa junto com minha mãe. É muito, muito raro eu ter um momento família desses!

Assisti de novo ao filme "Quem quer ser um milionário?", que já tinha assistido na noite anterior. Não pretendia assisti-lo todo, mas fiquei cuidando do que minha sobrinha podia ou não ver e quando dei por mim já estava quase no fim. Achei o filme excelente. Quando ouvi o nome e depois vi a capa não me interessei nada, aluguei pra agradar minha mãe e a Ana Paula. Mas achei genial a forma como apresenta a Índia e me apaixonei pelos atores, principalmente as crianças. Agora escrevendo me lembro de ter ouvido alguns rumores de alguém que tinha odiado e alguém que tinha amado o filme, ou qualquer coisa assim, quando ainda estava em cartaz. Parece que já faz tanto tempo...

Fui à locadora devolver o filme e peguei o que tinha ficado com vontade de assistir: "Persépolis" filme baseado em quadrinhos de tirinhas sobre a mudança de regime no Irã. Conta a história de uma menina de nove anos, inteligente, sensível e muito contestadora. Lembrava de mais a minha sobrinha Potyra que tem oito anos, não pra menos, ela não desgrudou o olho do filme, apesar de no final não ter gostado por achar muito triste. Procurei explicar minimamente o que era um ditador e porque os comunistas eram perseguidos. A ela também lhe pareceu um absurdo a obrigatoriedade do uso do véu dentre outras restrições. Disse a ela que o filme era triste porque era baseado em fatos reais. Dos quadrinhos? Bom, não sei se os quadrinhos se basearam na vida de uma única pessoa, mas sei que se baseiam na história do país.

Era meia noite já e nada da minha sobrinha querer dormir. O pai dela deixou que ligasse a TV de novo (enchi o saco dela pelo excesso de TV, mas vá lá), acabei assistindo mais um filme com ela: "A dona da história", brasileiro, bem água com açúcar, mas bem gostoso. O casal protagonista se conhecia em uma passeata contra a ditadura, comentei com a Potyra que era dia de conhecer as histórias dos diferentes países. Tentei explicar um pouco da nossa, mas de leve, eu juro.

Aproveitei o restante da madrugada pra cuidar um pouquinho de mim. Fui dormir umas seis e pouca e não me sentia nada bem. As 13h recebi mensagem de um amigo com quem tinha ficado de ir à Paranapiacaba e acordei. Nos combinamos e lá fomos nós (com minha mãe e outra amiga dele) de trem ao Festival de Inverno. Que frio, mas que delícia!!!!! Tomamos caldo, chocolate quente, assistimos ao show da Luciana Melo e voltamos. Tão simples e tão bom. Aquela cidade me encanta! ... o que me fez pensar que... às vezes a vida é tão boa!


Mas quando cheguei em casa... mergulhei no sofá e não queria sair de lá nunca mais! Bom, na verdade, não queria trabalhar nunca mais, ou ao menos, não no dia seguinte. Minha mãe me dizia: "Pero, tu amas tu trabajo!" e eu dizia que ela não entendia. Na verdade, acho que nem eu entendia.

O certo é que o errado tomou conta de mim. Estava fazendo um esforço imenso para não me estressar, mas teve uma hora que não deu. Esta semana só com dois dias já conseguiu ser pior que a passada que só teve três, e que também não foi nada fácil.

A comunidade na qual estou trabalhando para fazer o próximo mutirão vai haver uma desocupação dos barracos, ontem me ligaram reclamando e hoje fizeram manifestação. É a Secrfetaria de Habitação que cuida disso, mas não tem como não se envolver, principalmente no meu caso. Fiquei com o coração super apertado. E essa foi só uma das coisas que não deu certo...

E paro por aqui, porque de destruída por hoje já basta eu. - (e pq amanhã tenho que estar nova de novo!)