meu velho blog... ficou registrado muito do que fui e muito do que sou, um tanto não escrevi, outro tanto se perdeu, mas o que fica é o essencial. - e nele se mantem a vontade de compartilhar o que a gente vai aprendendo no caminhar com as estrelas e veredas...
domingo, 26 de junho de 2011
Atualizando
Enquanto copiava algumas citações me dei conta de que nunca precisei fazer regime, não sei o que é ter um prato de comida na frente e não poder comer, digo, não sabia até me deparar com os livros do Marco Aurélio Nogueira e ter vontade de comê-los sem a menor condição de tempo para fazê-lo.
Sempre que começo a ler algo dele, tenho vontade de ler mais e mais, pois trata das questões do Estado e outros assuntos que me interessam demais, com uma compreensão e sensibilidade incomuns!
E com isso fiquei me perguntando se algum dia o meu sonho de ser remunerada para estudar seria realizado. Eu acredito que sim, e quando chegar a hora, espero que eu seja capaz de aproveitar muito bem cada momento!
Mas fato é que depois de muito esforço, de entender, escrever, desentender, revisar, por fim, por volta das 16h enviei o bendito trabalho, que já é o primeiro passo da minha dissertação.
O envio pareceu ter me tirado o peso do semestre inteiro das costas! Era um alívio tão grande que eu nem sabia o que fazer, dentre tantas coisas por começar e retomar...
Fiquei muito feliz com o resultado do trabalho, pois apesar de saber que há vários pontos que poderiam ficar muito melhores, estou aprendendo que o ótimo é inimigo do bom, e que tem uma hora que temos que tocar pra frente com o que temos em mãos no momento.
Tinha outras coisas para contar, mas terão de ficar para outro momento, pois hoje my time is over, já que amanhã tenho que estar às 8h da manhã atendendo na recepção da UBS Sta. Cecília – meu mais novo posto de trabalho.
Por hora só posso adiantar que estou muito feliz e muito grata por ter tantas coisas e pessoas boas na minha vida!
A impressão que tenho é que Deus escreve certo por linhas tortíssimas, e não sei o que virá depois da próxima curva, mas estou confiante de que só pode ser algo melhor ou ao menos tão bom quanto o que tenho hoje!
Que essa chuva maravilhosa abra e limpe nossos caminhos! E vamos que vamos que ainda há muito pela frente – para arrumar e para aproveitar! =)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Mais uma vez...
Ontem, apesar de ter sido encaminhada para trabalhar em uma unidade que não queria (por não ser tão perto que dê para ir a pé todos os dias como pretendia – fica na Sta. Cecília), apesar de chegar àquela UBS e vendo aquela fila imensa esperando atendimento, ter tido a certeza de que não é na área da saúde que quero trabalhar (porque nunca gostei mesmo), e de ainda por cima, ser o lugar com maior escassez de funcionários que já havia visto até então, gostei das duas únicas pessoas com que conversei lá, e estava feliz que não cabia em mim.
Já hoje... soa muito dramático eu dizer que não sobrou energia para ficar feliz?
Cheguei em casa e até comi, assisti TV, coisas que não costumo fazer... mas não adiantou, não deu pra reestabelecer as energias não. Deveria estar estudando ou descansando, mas antes quero tentar contar resumidamente como foi este dia:
Tínhamos assembléia marcada para às 10h na quadra dos bancários, não encontrei o pessoal da sub que foi nas paralisações anteriores e é estranho ficar em qualquer manifestação só, mas essas horas minha máquina de fotografar e uma caneta, sempre salvam! :)
Os funcionários do Serviço Funerário já estavam em greve e os demais decidimos por prosseguir “o movimento”, fazer uma nova assembléia em frente à Câmara dos Vereadores no dia seguinte quando já teríamos posição da Secretaria de Planejamento (antiga Secretaria de Gestão onde eu trabalhei de 2005 a 2008) para onde fomos negociar com a Coordenadoria de Gestão de Pessoas o reajuste e demais itens da pauta, em reunião que começaria às 14h.
O caminho foi bem bonito, e até parecia ter bastante gente, não sei se porque as ruas eram estreitas e nos deixaram ocupar uma faixa só, sei que ficamos bem compridos... mas fomos direto, sem almoçar, e lá, tomamos um chá de canseira! Eu acabei aproveitando para ver umas pessoas daquele prédio que gosto muito e que há muito não via, e foi muito gostoso rever gente que quero tão bem e que sinto que a recíproca é verdadeira! Mas mesmo assim, depois desse “chocolate”, aquele tormento prosseguia: sem resposta, com cansaço, fome, etc, etc.
Finalmente quando a comissão de negociação desceu, já eram quase 17h, começava a escurecer e, apesar de a presidente ter decido sorrindo, as notícias, assim como da outra vez, não eram boas. A diferença é que desta vez, ameaçaram retirar o que já haviam concordado em conceder (a extensão de uma gratificação às categorias que não receberam), se não parássemos a greve, e se dispuseram a estudar a pauta e dar uma resposta até “meados de agosto”. Era essa a proposta e era o que os dirigentes do sindicato defendiam que optássemos por fazer, sendo que era preciso assinar ainda hoje o documento.
Eu discordava plenamente, achava que o momento era agora, que tínhamos que aproveitar o empurrão que o Serviço Funerário havia dado, mas entendia que realmente não tínhamos condição de “decretar greve”, considerando que a maioria dos servidores ainda não aderiu ao movimento e que não é algo que se consiga do dia para a noite, e como os pessoal do Serviço Funerário, depois de muita discussão, decidiu por parar a greve, concordei que parássemos esses 45 dias para que enquanto isso possamos ir organizando uma mega greve para agosto.
Só quis que um representante nosso fosse junto com a comissão de negociação, e não sei se devia, mas acabei indo eu mesma. O bom de não ter nada a perder é isso: se estivesse com o cargo “não poderia” porque o perderia, como não tenho mais nada, mesmo que em um futuro próximo espere ter, me sinto livre! E não teve jeito, lá estava eu!
Fiquei inconformada com a história do “meados” de agosto. É muito vago, deveria haver uma data certa para que pudéssemos nos organizar para cobrar a resposta, mas em “meados” pode ser entre os 30 dias do mês! Reclamei e insisti, mas não quis forçar já que só tinha ido acompanhar sem ser do sindicato nem nada. Estava com fome. E provavelmente com uma cara muito feia.
No começo fiquei um pouco tensa, mas o clima era de total descontração e até me incomodava um tanto a falta de pressa, pensando que as pessoas estavam lá fora nos aguardando. No final das contas, a presidente do Sindsep assinou, conversei um pouco com a coordenadora – que apesar de estar do lado de lá, também não tem reajuste – e desci. O SBT filmou a leitura do “resultado” de nossa negociação (pífia)... e agora? Seguimos em Estado de Greve, e vamos ver no que vai dar!
Queria contar mais alguns detalhes, mas por hoje... não vai. Só lembrar que levantaram a questão de reajuste X aumento e fiquei aliviada de ouvir alguém procurando esclarecer. Sei que parece absurdo pedir 39% de reajuste, mas é isso mesmo, não estamos pedindo aumento, mas reajuste que compense nossas perdas salariais por conta do que realmente é um ABSURDO: os 0,01% que nos concedem todos os anos e mais nada!
E nessas saí de lá já eram 20h! Parece que ainda ouço os apitos no meu ouvido... e amanhã, literalmente, tem mais!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Comunicado Público - Minha saída
Caros e queridos amigos, professores, conhecidos e parceiros - de lutas, projetos, dança...
Escrevo este para comunicar que a partir de hoje não pertenço mais ao quadro de funcionários da Subprefeitura Lapa e, por conseguinte, de sua Assessoria de Gabinete.
Apesar de todo o meu apego à Sub e a tantos sonhos - alguns realizados, outros, por realizar - saio feliz e animada com a nova fase que virá, mesmo sem saber ao certo como será.
Ao menos por enquanto, continuo sendo funcionária da Prefeitura, uma vez que estou concursada no cargo de nível médio e que, portanto, sou uma “Assistente de Gestão de Políticas Públicas”, é bonito, não? Tudo o que eu gostaria de ser, se não soubesse o que é na real e se o salário ao menos comportasse o nome... mas é um base de R$ 640. Fico com ele em uma UBS da Secretaria de Saúde até que algum outro cargo possa me resgatar – o que espero, não demore! :)
Para sobreviver nessa situação, no entanto, uma segunda fonte de renda se faz necessária e, por isso, aproveito para pedir encarecidamente que se souberem de algum lugar em que eu possa vir a dar aulas, me avisem (e se possível indiquem)! :D
O meu Currículo Lattes está disponível em:
http://buscatextual.cnpq.br/
Acredito que cada um colhe o que planta, e por isso vou tranquila, sabendo que virá outra pessoa para ajudar em uma área que carece demais de reforços, e que logo encontrarei outro lugar onde possa me realizar ainda mais e melhor!
Aliás, tenho um convite muito especial:
na sexta, 10 de junho, meu irmão lança oficialmente seu CD Circo Incandescente no SESC Vila Mariana, às 20h30. Estará com uma banda fantástica e será um show muito lindo! Espero que possamos nos encontrar lá! =D
É isso. Aproveito para agradecer de coração a todos que se envolveram e colaboraram direta ou indiretamente nos projetos e sonhos desses 2 anos e meio, assim como, aos que possam vir a participar dos desta nova fase!
sábado, 28 de maio de 2011
Deu vontade de chorar e tudo mais!
Quando ouvi um dos melhores funcionários da Subprefeitura (pessoa honesta, disposta, dedicada) contando que precisou pegar um segundo emprego e trabalhar em telemarketing, que por meses, só via o seu bebê dormindo, me bateu uma revolta tão grande! E há tantas histórias parecidas... Como pudemos deixar a nossa situação salarial chegar ao estado que chegou?
Este mês completo 5 anos de trabalho na Prefeitura de São Paulo, e desde que eu entrei (na verdade, desde muito antes), todos os anos temos um reajuste de 0,01%. Não preciso dizer que todos os anos tudo aumenta aproximadamente 7% a 9% e que este ano está ainda pior, não é? O que temos portanto é uma perda salarial anual.
Preocupa ouvir a copeira - que recebe muito menos que eu - dizer que não adianta nada parar, mas me enche de esperança ouvir o motorista mais humilde e bem disposto do mundo dizer que é falta de bom senso não concederem um reajuste de verdade.
Alivia ver muita gente se mobilizando! Nesta quarta paramos pela manhã e tinha muita gente, mas deveria ter pelo menos o dobro ou o triplo. Só provocaremos o impacto necessário se a maioria parar. E é isso que espero que aconteça no dia 07 de junho, quando faremos a nossa segunda paralisação.
Também fiquei indignada com a aprovação do novo Código Florestal, mas feliz de saber que ao menos 64 parlamentares votaram contra – muitos deixando de seguir a orientação do partido. Depois de muita angustia, pude sentir certo alívio ao ouvir a presidente Dilma dizer que é contrária a anistia dos desmatadores. Ainda há esperanças.
Mas deu vontade de chorar quando vi a foto de um indígena chorando, segundo a legenda, ao saber que a presidente teria autorizado o início das obras da usina de Belo Monte. Pesquisei e fiquei relativamente aliviada de não encontrar confirmação e ver que ainda não foi concedida a liminar – apesar da previsão de expedição para a sexta que acaba de acabar.
Deu um nó no estomago quando vi que haviam proibido a Marcha da Liberdade. Não podia acreditar! Queria estar entendendo errado, mas não estava! Mas o que será que essa gente estudou? Dizem que estão cumprindo a lei sem respeitar a liberdade de expressão e manifestação, sem respeitar a Constituição! E não sabem que proibir só aumenta o "problema"?
No final das contas, provam que o propósito da marcha é real e certamente haverá muito mais gente por isso, pois estou certa de que não deixaremos isso passar em branco! Isso se chama Desobediência Cívica! :)
Podem
me prender, podem me bater / Podem até deixar-me sem comer / Que eu não mudo de opinião!
Apesar de tudo isso, não perco a alegria de viver, nem a vontade de multiplicar as coisas boas! E fico realmente contente de ver as mobilizações acontecendo, e de poder com isso, entrar na briga e lutar pelos nossos direitos também! \o/\o/\o/
Vamos todo mundo... ninguém pode faltar!!!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ilustrando o último post...

O trânsito da Av. Paulista estava um caos porque os semáforos não funcionavam...
E o corajoso e bondoso palhaço que por ali passava, assumiu a dura missão:
Os meus parceiros de Tango! :)
E o povo todo do Tango na Rua!
A milonga na minha casa...
a gente dançando...
e todo mundo junto e feliz que só depois de tanto dançar! =D
Muito, muito bom! Precisa de mais o que pra ser feliz?
Muito obrigada professores, amigos, parceiros e parceiras!!! :)
Dose tripla – Tango puro!
No sábado foi a vez do Tango na Rua, que estava muito bonito! Cheio de casais dançando na maior parte do tempo... daquele jeito, assim, na calçada, com as pessoas passando, olhando, parando, querendo aprender... muito legal! :)
Destaque para os músicos que tocavam quando chegamos, ao som dos quais cheguei a dançar um jazz tango, assim como outros também aproveitaram para improvisar em outros ritmos que tocaram, numa mistura tão imprevisível quanto saborosa!
Destaque também o palhaço que assumiu a triste e desesperadora missão de organizar o transito da paulista, pois os semáforos estavam no amarelo intermitente, fazendo com que o fluxo entre Augusta e Paulista virassem um caos no cada um por si!
E no domingo... foi a vez da milonga na minha casa! Sem palavras! Ver minha sala transformada nesse ambiente mágico da música, da dança, do tango com sua sincronicidade, conexão, envolvimento... com tantas pessoas especiais, foi lindo demais! Adorei! =)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
saudade global
às vezes me bate uma leve tristeza... não sei se de uma saudade adiantada do que deixará de ser, ou se de uma saudade infundada de tudo aquilo que poderia ser, mas nunca foi, nem nunca será.
...ou algo será disso tudo?
De qualquer forma, muito já não foi, e muito não poderá ser. E aquele caminho que vimos e imaginamos, apesar de nunca percorrido, também deixa saudades, sabe?
Pode que tudo seja tão diferente! Tenho um norte, mas há tantos caminhos para se chegar lá... e se eu escolher um caminho que irá me desviar? A gente pode fazer outro, mas nunca será o mesmo que era antes de optarmos.
Tantas coisas que já imaginei... sonhei... algumas coisas se apagam, mas outras vagam meio borradas por algum lugar desse espaço mental-sentimental-imaginário que não para de produzir e espalhar mais possibilidades, algumas com suas embutidas saudades...
Minha mãe sempre dizia “hagas lo que hagas, te arrepetirás”, eu acho engraçado, apesar das pessoas em geral ficarem meio chocadas, mas era o ditado que ela usava para que eu me decidisse logo, fosse pelo que fosse. Fizesse o que fizesse me arrependeria não por ter feito a escolha errada, mas porque na nossa imaginação, a outra opção, sempre poderia ter sido melhor, já que não a conhecemos e por tanto “pode ser” ideal como imaginamos.
Estou em um momento muito bom, mas de total transição. Apesar de ter idéias e possibilidades, não sei o que será amanhã. Tenho comigo que será bom, mas sei que o que vivo hoje deixará saudades.
Assim como sei que o que não escolher também deixará essa espécie de saudade – que não sei se faz sentido aos demais – mas que não será por me arrepender por poder ter sido melhor, mas simplesmente porque temos que optar, e por isso sinto vontade de pedir desculpas ao que não será, e dizer que se algo foi, então sempre será!
Que piração! Será que sou a única louca que consegue ter saudades do passado, presente, futuro e do que não foi ao mesmo tempo? rsrs