Passei a virada de ano numa cidade do interior próxima a metrópoles. Pobre cidade, pelo pouco que vi, nem parece de interior, nem de outra coisa, além de parecer literalmente pobre.
Fomos para o sítio do Prefeito reeleito, num galpaozão com churrasco, um trio tocando músicas sertanejas e forró e um monte de gente que eu não conhecia. Gente simples e simpática, não me senti mal em nenhum momento.
Por falta de hotel, ficamos em um motel que disseram ser a melhor opção, não quero nem imaginar como seria a pior! Até que ele era bonitinho, vai, e se não tivéssemos pedido um quarto simples talvez saísse água do chuveiro na direção certa. A vista era bonita, mas mal deu tempo de olhar, pois tínhamos que ir para a posse do Prefeito.
Tinha separado uma roupa social para a ocasião, mas como não tinha usado o vestido de festa na noite anterior que era azul claro e bem leve (para um vestido de festa), acabei usando ele. Era estranho estar usando salto fino às 8h da manhã, mas quando cheguei lá, havia gente vestida com roupa de festa (mesmo), de social e esporte também. É uma loucura essa história de ter que estar com “roupa adequada” aff!!
A Câmara Municipal... acho que eu não vou saber descrever. Tinha talvez a estrutura de um posto de saúde de São Paulo, não é possível comparar com a monstruosa Câmara Municipal de São Paulo, cheia de frescuras como o nome dos vereadores, desde sua inauguração, talhados em mármore.
A cerimônia de posse foi meio frustrante. Uma pessoa lia a declaração de bens dos 9 vereadores eleitos, do prefeito e seu vice. Era interessante ouvir a diferença, alguns com vários bens, outros com poucos, um declarou não possuir nada, mas a declaração do prefeito... não acabava nunca! Inacreditável! Como aquela pessoa tão simples (de fala errada, mas bonita por ser muito natural) podia possuir tantos imóveis?
Ficava me perguntando como seria a cerimônia de posse dos 55 vereadores de São Paulo, será que “dão os papeis como lidos”? O Prefeito falou quase uma hora, contando “causos” sobre as dificuldades da gestão anterior, do descaso do governo do Estado, do “G5” que se formou contra ele dentro da Câmara, grupo que não reelegeu nenhum de seus vereadores.
Ele já está com setenta e poucos anos e durante a fala, disse várias vezes que não tinha falado nada do que pretendia. Felizmente não resolveu retomar o discurso do começo, se não, não sairíamos de lá nunca! Tampouco me pareceu que era preciso, não havia necessidade nenhuma de falar mais do que já havia dito, e ouvir sua “conversa” foi bem melhor do que ficar ouvindo a leitura de um discurso pronto, cheio de promessas e rasgações de seda.
Ah! Ele também criticou os funcionários públicos que 20 minutos antes do horário já começam a fazer fila pra marcar o horário de saída. Até aí tudo bem, entendo bem. O que me revoltou foi ouvir ele criticar o funcionário de empresa que se recusa a fazer hora extra. “As pessoas têm que se dedicar para quando ficarem velhas terem pelo menos uma casinha”. Ai, como me incomoda ouvir isso!!! Essa idéia de que as pessoas têm que se matar de trabalhar me parece tão descabida! A que horas se espera que as pessoas possam dar atenção para filhos, casa, família, amigos, estudos. É por demais absurdo que alguém tenha que abdicar das coisas que realmente tem valor na vida, por ter que trabalhar mais do que poderia ser permitido para ganhar muito menos do que lhe seria devido.
O que mais gostei da pequena Câmara foi que o auditório tinha umas portas de varanda que davam para uma cerca donde se podia ver mato, árvores, cavalos e borboletas. Salvaram os momentos em que não aguentava mais ouvir os números de contas bancárias, placas de carros e folhas de registro de imóveis. :)
Acabou a posse e rumamos de volta a São Paulo sem nem tomar café, no centro estava tudo fechado, até a lanchonete do Estadão que é 24horas. Tivemos que comer na casa do meu pai, lá fiquei um tempão conversando com meus amigos, depois, rumamos à Caminhada Cultural da Expedición Donde Miras.
meu velho blog... ficou registrado muito do que fui e muito do que sou, um tanto não escrevi, outro tanto se perdeu, mas o que fica é o essencial. - e nele se mantem a vontade de compartilhar o que a gente vai aprendendo no caminhar com as estrelas e veredas...
domingo, 25 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Votação nas últimas (sessões do ano)
Quinta feira 18 de dezembro, tem votação na Câmara, finalmente! Mas como isso é algo de fato raro, quando acontece, mandam ver com uma “baciada” de projetos de lei... que tem que ser votada antes do recesso. Como querem entrar em recesso amanhã, a votação hoje vai até de madrugada se for preciso.
Como da outra vez que acompanhei o plenário não aconteceu praticamente nada, hoje, quando já estava indo pra casa, encasquetei que queria acompanhar a tal votação, e quando encasqueto, não tem jeito. Cá estou.
É verdade que não é um gosto comum, deixei meu namorado sozinho na minha casa, onde eu podia estar descansando, pra vir assistir algo que é muito mais decepcionante do que já se espera. Aliás, a uma hora destas, como alguém que for contrário a algum PL poderá se manifestar?
Conto o que vi até agora, na esperança de que ocorra algo mais interessante: uma pessoa lê o número do PL, seu autor e aquele resuminho “do que se trata” de três linhas, em seguida (enquanto o que lê respira) o Presidente da Casa (ACR) canta em tom de missa que as discussões estão encerradas, “os vereadores favoráveis permaneçam como estão, aprovado.” (na fala não tem essa vírgula, se ele sequer respira, quem dirá levantar a vista para ver se alguém se mexe!). Também há uma cruz ao fundo que reforça a impressão de igreja que dá. Fora os questionamentos básicos: se o Estado é laico, por que tem cruz nos órgãos públicos?
Bom, a primeira sessão foi encerrada e agora começou a parte mais complicada (e legal), há até uma discussão e haverá votação, de verdade, incrível! ...alguns minutos depois... indo para a segunda votação dos projetos do executivo o painel eletrônico deu pau! Foi engraçado porque rola a maior tensão, todo mundo esperando pra ver e nada! Eram três PLs que pelo que pude perceber, o PT votou contra e a Soninha se absteve. Seguiram as votações (em meio a piadinhas) dos PLs dos vereadores, “aprovados em segunda, aguardando sansão”. O que me parecia uma igreja, agora que estou de pé e posso ver os vereadores, mais me parece uma sala de aula.
A voz do presidente já está falhando. “Sessão suspensa por um minuto”, como eu queria entender o que acontece nesse curto meio tempo! Já passou mais de um minuto, o que aconteceu? Hmmm, pena que eu não vi no relógio, acreditei neles! (que absurdo)
“Reaberta a sessão”. A Soninha registrou seu voto contrário a um PL desses que são praticamente aprovados automaticamente, não foi tão fácil porque o microfone não funcionava, mas deu certo. Agora ela já está conversando com a imprensa, explicando porque votou contra, muito bom! :)
Uau! Incrível! Outro vereador registrando voto contrário a um PL “Frank Stein” e explicando o porquê! O que ele chama de “X-tudo” concede aos clubes isenção de imposto sendo que são instituições particulares que não têm porque terem essa isenção. Fala prolongada do vereador José Américo... O vereador Goulart concorda em partes com o José Américo, discorda da questão dos clubes, pois todos estão passando por dificuldades. Domingos Dissei fala muito baixo, mas está falando sobre os cartórios, também inseridos no PL: o projeto “não contemplou, veio sem minha sugestão, não sei por que.” Muito legal, mas dá pra ser mais objetivo? Pedido de votação nominal do vereador Arselino Tatto. “Lembrando que a votação não poderá passar das zero horas”. A Soninha votou não. (Yes!)
“Vereador Edivaldo Estima do PPS...” dizia o Presidente, “dá onde???” retrucou o vereador com ar de deboche. O presidente da Casa pegou no pé do vereador, ainda do PPS, que votou Sim, diferentemente da Soninha.
“Sessão encerrada”, mas como ninguém saiu do lugar, pelo visto, se abrirá outra com data de 19 de dezembro já que já passa da meia noite. Quero ficar até o final, mas tem uma pessoa me esperando em casa... ai.
“Peço aos nobres vereadores que registrem presença para a abertura da sessão extraordinária”... “sobre a proteção de Deus iniciamos nossos trabalhos”... (como me incomoda isso).
Acabou o papel, e agora?
***
Parei por aqui, ainda houve uma enorme discussão por conta de um terreno da prefeitura que querem vender ao Mackenzie sem licitação, mais piadinhas a respeito da discordância da “bancada” (são só dois) do PPS, remodelação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e aquela razgação de seda final.
Ah! Lembro que no último item liguei dizendo que tinha acabado e em seguida liguei de novo retirando a informação. Justo no último (parece que o orçamento) não havia acordo e quando se deram conta disso, suspenderam a sessão e ficaram quase meia hora discutindo! Não tem graça não poder acompanhar de perto... mas foi isso.
Fica meio confuso escrever na hora, fica uma confusão de tempos, uma hora escrevo no passado outra no presente, mas espero que dê pra entender e não esteja muito chato de ler. :)
Demorei pra digitar mas finalmente está aí! Agora tenho que digitar o próximo!
Como da outra vez que acompanhei o plenário não aconteceu praticamente nada, hoje, quando já estava indo pra casa, encasquetei que queria acompanhar a tal votação, e quando encasqueto, não tem jeito. Cá estou.
É verdade que não é um gosto comum, deixei meu namorado sozinho na minha casa, onde eu podia estar descansando, pra vir assistir algo que é muito mais decepcionante do que já se espera. Aliás, a uma hora destas, como alguém que for contrário a algum PL poderá se manifestar?
Conto o que vi até agora, na esperança de que ocorra algo mais interessante: uma pessoa lê o número do PL, seu autor e aquele resuminho “do que se trata” de três linhas, em seguida (enquanto o que lê respira) o Presidente da Casa (ACR) canta em tom de missa que as discussões estão encerradas, “os vereadores favoráveis permaneçam como estão, aprovado.” (na fala não tem essa vírgula, se ele sequer respira, quem dirá levantar a vista para ver se alguém se mexe!). Também há uma cruz ao fundo que reforça a impressão de igreja que dá. Fora os questionamentos básicos: se o Estado é laico, por que tem cruz nos órgãos públicos?
Bom, a primeira sessão foi encerrada e agora começou a parte mais complicada (e legal), há até uma discussão e haverá votação, de verdade, incrível! ...alguns minutos depois... indo para a segunda votação dos projetos do executivo o painel eletrônico deu pau! Foi engraçado porque rola a maior tensão, todo mundo esperando pra ver e nada! Eram três PLs que pelo que pude perceber, o PT votou contra e a Soninha se absteve. Seguiram as votações (em meio a piadinhas) dos PLs dos vereadores, “aprovados em segunda, aguardando sansão”. O que me parecia uma igreja, agora que estou de pé e posso ver os vereadores, mais me parece uma sala de aula.
A voz do presidente já está falhando. “Sessão suspensa por um minuto”, como eu queria entender o que acontece nesse curto meio tempo! Já passou mais de um minuto, o que aconteceu? Hmmm, pena que eu não vi no relógio, acreditei neles! (que absurdo)
“Reaberta a sessão”. A Soninha registrou seu voto contrário a um PL desses que são praticamente aprovados automaticamente, não foi tão fácil porque o microfone não funcionava, mas deu certo. Agora ela já está conversando com a imprensa, explicando porque votou contra, muito bom! :)
Uau! Incrível! Outro vereador registrando voto contrário a um PL “Frank Stein” e explicando o porquê! O que ele chama de “X-tudo” concede aos clubes isenção de imposto sendo que são instituições particulares que não têm porque terem essa isenção. Fala prolongada do vereador José Américo... O vereador Goulart concorda em partes com o José Américo, discorda da questão dos clubes, pois todos estão passando por dificuldades. Domingos Dissei fala muito baixo, mas está falando sobre os cartórios, também inseridos no PL: o projeto “não contemplou, veio sem minha sugestão, não sei por que.” Muito legal, mas dá pra ser mais objetivo? Pedido de votação nominal do vereador Arselino Tatto. “Lembrando que a votação não poderá passar das zero horas”. A Soninha votou não. (Yes!)
“Vereador Edivaldo Estima do PPS...” dizia o Presidente, “dá onde???” retrucou o vereador com ar de deboche. O presidente da Casa pegou no pé do vereador, ainda do PPS, que votou Sim, diferentemente da Soninha.
“Sessão encerrada”, mas como ninguém saiu do lugar, pelo visto, se abrirá outra com data de 19 de dezembro já que já passa da meia noite. Quero ficar até o final, mas tem uma pessoa me esperando em casa... ai.
“Peço aos nobres vereadores que registrem presença para a abertura da sessão extraordinária”... “sobre a proteção de Deus iniciamos nossos trabalhos”... (como me incomoda isso).
Acabou o papel, e agora?
***
Parei por aqui, ainda houve uma enorme discussão por conta de um terreno da prefeitura que querem vender ao Mackenzie sem licitação, mais piadinhas a respeito da discordância da “bancada” (são só dois) do PPS, remodelação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e aquela razgação de seda final.
Ah! Lembro que no último item liguei dizendo que tinha acabado e em seguida liguei de novo retirando a informação. Justo no último (parece que o orçamento) não havia acordo e quando se deram conta disso, suspenderam a sessão e ficaram quase meia hora discutindo! Não tem graça não poder acompanhar de perto... mas foi isso.
Fica meio confuso escrever na hora, fica uma confusão de tempos, uma hora escrevo no passado outra no presente, mas espero que dê pra entender e não esteja muito chato de ler. :)
Demorei pra digitar mas finalmente está aí! Agora tenho que digitar o próximo!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
virada longa
Ai que preguiça de começar o ano....
Na verdade ainda não consegui terminar o ano passado, estou empenhada em resolver uma série de pendências das quais não consegui me livrar no ano que terminou. Dentre elas, tenho que digitar o texto que escrevi sobre a votação da câmara para publicar aqui, além de ter que escrever outro sobre a Expedición Donde Miras que está caminhando em direção a Botucatu desde o dia do meu aniversário, 27 de dezembro.
O problema é que... vontade zero de ficar na frente do computador.
Preguiça mesmo. Mas com todo direito, considerando a loucura que foi o ano passado... e a pauleira que eu não tenho dúvida que vai ser este ano!
Ai, queria estar na caminhada, foi difícil resistir ir hoje, mas tô aqui forçando essa virada.
Quero deixar as coisas mais organizadas para começar o ano com mais "tranqüilidade", com menos irritação por conta da bagunça, na esperança de me tornar uma pessoa mais equilibrada.
Bom, vou fazer o possível para publicar o devido o quanto antes, dentro dos limites que a preguiça permite, claro. ;-)
¡Hasta pronto mi vida!
Na verdade ainda não consegui terminar o ano passado, estou empenhada em resolver uma série de pendências das quais não consegui me livrar no ano que terminou. Dentre elas, tenho que digitar o texto que escrevi sobre a votação da câmara para publicar aqui, além de ter que escrever outro sobre a Expedición Donde Miras que está caminhando em direção a Botucatu desde o dia do meu aniversário, 27 de dezembro.
O problema é que... vontade zero de ficar na frente do computador.
Preguiça mesmo. Mas com todo direito, considerando a loucura que foi o ano passado... e a pauleira que eu não tenho dúvida que vai ser este ano!
Ai, queria estar na caminhada, foi difícil resistir ir hoje, mas tô aqui forçando essa virada.
Quero deixar as coisas mais organizadas para começar o ano com mais "tranqüilidade", com menos irritação por conta da bagunça, na esperança de me tornar uma pessoa mais equilibrada.
Bom, vou fazer o possível para publicar o devido o quanto antes, dentro dos limites que a preguiça permite, claro. ;-)
¡Hasta pronto mi vida!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
FÉÉÉRIIIIIIAAAAAAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
:D UHUUU!!!! :D - sem comentários -
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Visita ao Plenário da Câmara
Na quinta-feira fui junto com a Soninha ao plenário. Bom, na verdade “junto” é quase um modo de dizer, pois tenho que ficar separada dela em um balcão para os assessores na parte de trás. Por sorte tive a boa idéia de levar papel e caneta, e estas foram minhas anotações:
____
15h12 – “Está aberta a sessão com a proteção de Deus.” (?) O presidente abre a sessão, as pessoas continuam conversando (aqui atrás mais alto ainda) e o presidente após passar a palavra ao primeiro nobre vereador fala ao celular.
15h15 – Há 12 pessoas no palco que agora começam a prestar atenção. Diz o vereador ao microfone: “Às vezes essa tribuna se excede.” “Queria apenas ressaltar essa questão...” do uso do microfone. Soninha foi buscar uma revista que vai utilizar em sua fala.
15h20 – Outro vereador fala, mas é difícil prestar atenção porque aqui atrás os assessores falam sobre marcar presença e não estar, um deles explica: “Se houver votação e ninguém for contra, é como se tivesse votado a favor”, mesmo não estando presente, mas tendo registrado presença. Se não registram, não podem abrir a sessão por falta de quorum - que parece ser o que a assessora que se queixou preferia.
15h24 – O palco aplaude a platéia: alunos da 6ª série de uma escola que estão na parte de cima assistindo.
15h25 – “Nobre vereador” fala sobre plantio de cana. Ai. Ele está dando aula sobre o etanol para a platéia! A bactéria que produz o álcool pode produzir diesel, pelo que entendi. “O carbono vai ser absorvido pelos canaviais”(?!!!) “Energia limpa sem enxofre para orgulho dos brasileiros.” “Vamos economizar 400 bilhões de dólares por ano” “Não é Bio-diesel, é diesel. É um espetáculo!” “Tem gente demais falando em meio ambiente e fazendo pouco” (Será que ele está cutucando alguém?) “Grupo Votorantin genuinamente brasileiro.” “Parabéns ao Grupo Votorantin, a esse espetáculo, a essa maravilha que vamos construir em escala industrial!” Agora sim a monocultura vai tomar conta de tudo!! :´( ...
15h32 – A Soninha vai falar! (Mas o povo aqui atrás fala muito alto!) (#%¨*":^<@$%¨^!!!) Humm... um cafezinho pra acalmar. Ela está falando sobre a renovação das concessões de TV. “É comum o caso de comércio...” É incrível! Eu realmente não consigo ouvir o que ela fala!
A platéia aplaudiu a Soninha!! (Foi tão bonito, eles começaram sem saber se podiam, o presidente informou que podiam e aí eles aplaudiram sem medo!) :D
15h39 – “Com a palavra o nobre vereador... fulano de tal. Com a palavra o nobre vereador... ciclano de tal. Com a palavra...” Caramba! Não acaba! Não tem ninguém, mas tem que chamar todos os nomes.
15h40 – Acabou a lista? – Outro vereador falando e eu não escutando. Os assessores vem pra cá só pra conversar? Podiam no mínimo falar baixo. Grrr...
15h43 – Parece que o Presidente da casa chegou, e quem estava presidindo? Não sei, mas fala ao celular. Isso é exemplo para os alunos? :-/
15h44 – Os assessores todos se conhecem e certamente me estranham. Devem pensar: “Só podia ser assessora da Soninha, não pára de escrever.” ;)
15h45 – A Soninha fala ao celular discretamente (mas ela não está no palco, acho que os alunos nem conseguem vê-la lá de cima). O vereador terminou sua fala e eu não ouvi nada! Será que vou ser obrigada a prestar atenção na conversa aqui atrás? Será que estão eufóricos com minha presença? Pqp...
15h48 – No palco: o que preside... adivinhem? Celular. Mais duas pessoas conversam no celular e outras 3 ou 4 entre si. Como se não houvesse um vereador falando? Sim. Deve ser por isso que os vereadores muitas vezes começam a gritar no microfone. Quem assiste na TV não entende a histeria, agora começo a entender...
15h51 – “Encerrado o pequeno expediente.”
Não entendi. O que está aprovado? Porque o Presidente bateu palma? Acabou? Sim, acabou.
A moça da TV Câmara inicia gravação contando quem falou e etc.
A Soninha fez sinal para subirmos e um assessor reclamou com ela (brincando) que acabou com o esquema de corrupção que fariam. Ela veio perto e explicou que certa vez pediu emprestado a ele R$ 1,50 na padaria e ele disse que não precisava devolver, só queria duas Subprefeituras em troca. Ele complementou dizendo que já tinham um esquema de lavagem perfeito, tudo esquematizado, mas parece que ela fez questão de devolver o dinheiro.
É, no final, alguns assessores ao menos procuraram ser simpáticos comigo. Acho que eu estava muito séria e queriam me fazer rir a todo custo! ;-j
___
____
15h10 – Que horas começa a peça?
As câmaras se posicionam. No palco: uma pessoa sentada na mesa gigante olha folhas de papel que uma mulher de pé ao seu lado vira. Há também várias pessoas conversando.
As câmaras se posicionam. No palco: uma pessoa sentada na mesa gigante olha folhas de papel que uma mulher de pé ao seu lado vira. Há também várias pessoas conversando.
15h12 – “Está aberta a sessão com a proteção de Deus.” (?) O presidente abre a sessão, as pessoas continuam conversando (aqui atrás mais alto ainda) e o presidente após passar a palavra ao primeiro nobre vereador fala ao celular.
15h15 – Há 12 pessoas no palco que agora começam a prestar atenção. Diz o vereador ao microfone: “Às vezes essa tribuna se excede.” “Queria apenas ressaltar essa questão...” do uso do microfone. Soninha foi buscar uma revista que vai utilizar em sua fala.
15h20 – Outro vereador fala, mas é difícil prestar atenção porque aqui atrás os assessores falam sobre marcar presença e não estar, um deles explica: “Se houver votação e ninguém for contra, é como se tivesse votado a favor”, mesmo não estando presente, mas tendo registrado presença. Se não registram, não podem abrir a sessão por falta de quorum - que parece ser o que a assessora que se queixou preferia.
15h24 – O palco aplaude a platéia: alunos da 6ª série de uma escola que estão na parte de cima assistindo.
15h25 – “Nobre vereador” fala sobre plantio de cana. Ai. Ele está dando aula sobre o etanol para a platéia! A bactéria que produz o álcool pode produzir diesel, pelo que entendi. “O carbono vai ser absorvido pelos canaviais”(?!!!) “Energia limpa sem enxofre para orgulho dos brasileiros.” “Vamos economizar 400 bilhões de dólares por ano” “Não é Bio-diesel, é diesel. É um espetáculo!” “Tem gente demais falando em meio ambiente e fazendo pouco” (Será que ele está cutucando alguém?) “Grupo Votorantin genuinamente brasileiro.” “Parabéns ao Grupo Votorantin, a esse espetáculo, a essa maravilha que vamos construir em escala industrial!” Agora sim a monocultura vai tomar conta de tudo!! :´( ...
15h32 – A Soninha vai falar! (Mas o povo aqui atrás fala muito alto!) (#%¨*":^<@$%¨^!!!) Humm... um cafezinho pra acalmar. Ela está falando sobre a renovação das concessões de TV. “É comum o caso de comércio...” É incrível! Eu realmente não consigo ouvir o que ela fala!
A platéia aplaudiu a Soninha!! (Foi tão bonito, eles começaram sem saber se podiam, o presidente informou que podiam e aí eles aplaudiram sem medo!) :D
15h39 – “Com a palavra o nobre vereador... fulano de tal. Com a palavra o nobre vereador... ciclano de tal. Com a palavra...” Caramba! Não acaba! Não tem ninguém, mas tem que chamar todos os nomes.
15h40 – Acabou a lista? – Outro vereador falando e eu não escutando. Os assessores vem pra cá só pra conversar? Podiam no mínimo falar baixo. Grrr...
15h43 – Parece que o Presidente da casa chegou, e quem estava presidindo? Não sei, mas fala ao celular. Isso é exemplo para os alunos? :-/
15h44 – Os assessores todos se conhecem e certamente me estranham. Devem pensar: “Só podia ser assessora da Soninha, não pára de escrever.” ;)
15h45 – A Soninha fala ao celular discretamente (mas ela não está no palco, acho que os alunos nem conseguem vê-la lá de cima). O vereador terminou sua fala e eu não ouvi nada! Será que vou ser obrigada a prestar atenção na conversa aqui atrás? Será que estão eufóricos com minha presença? Pqp...
15h48 – No palco: o que preside... adivinhem? Celular. Mais duas pessoas conversam no celular e outras 3 ou 4 entre si. Como se não houvesse um vereador falando? Sim. Deve ser por isso que os vereadores muitas vezes começam a gritar no microfone. Quem assiste na TV não entende a histeria, agora começo a entender...
15h51 – “Encerrado o pequeno expediente.”
Não entendi. O que está aprovado? Porque o Presidente bateu palma? Acabou? Sim, acabou.
A moça da TV Câmara inicia gravação contando quem falou e etc.
A Soninha fez sinal para subirmos e um assessor reclamou com ela (brincando) que acabou com o esquema de corrupção que fariam. Ela veio perto e explicou que certa vez pediu emprestado a ele R$ 1,50 na padaria e ele disse que não precisava devolver, só queria duas Subprefeituras em troca. Ele complementou dizendo que já tinham um esquema de lavagem perfeito, tudo esquematizado, mas parece que ela fez questão de devolver o dinheiro.
É, no final, alguns assessores ao menos procuraram ser simpáticos comigo. Acho que eu estava muito séria e queriam me fazer rir a todo custo! ;-j
___
(a foto é de outro dia, mas não foi muito diferente não)
***
Apesar de ter sido curto e em alguns momentos irritante, gostei muito de ter ido! Até ontem só tinha assistido pela TV e dado uma ou outra espiada lá de cima, de onde fica a “platéia”.
Apesar de ter sido curto e em alguns momentos irritante, gostei muito de ter ido! Até ontem só tinha assistido pela TV e dado uma ou outra espiada lá de cima, de onde fica a “platéia”.
Marcadores:
Enrolada com a faculdade,
mas curtindo o trabalho.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Quem foi que disse?
Sou apaixonada pelo jingle da campanha da Soninha, porque expressa firmemente, e de forma muito gostosa, o que há muito digo, o que há muito questiono. Ando realmente tomada pela campanha e com pouca inspiração para escrever... quem sabe depois de domingo não volto...

Quem foi que disse que não tem mais jeito?
Quem foi que disse que só tem um jeito?
Quem foi que disse que ter um objeto
É melhor do que ser um bom sujeito?
Quem foi que disse que se melhorar, estraga?
Quem foi que disse que se mudar piora?
Quem foi que disse que mulher não pode
E que você não pode mudar isso agora?
(Quem foi que disse?)
Quem foi que disse que isso é maluquice?
Quem foi que disse, quem foi que disse?
Sou, Sou, Sou (Quem foi que disse?)
Sou, Sou, Sou (Quem foi que disse?)
Quem foi que disse que gravata é seriedade?
Que alegria não é necessidade?
Quem disse que ideal é coisa de juventude
E que você não pode mudar essa atitude?
Quem foi que disse que tem que ser como eles?
E que só eles é que falam a verdade?
Quem foi que disse que isso é maluquice
Andar de bicicleta na cidade?
(Quem foi que disse?)
Quem foi que disse que isso é maluquice?
Quem foi que disse, quem foi que disse?
Sou, Sou, Sou (Soninha!)
Sou, Sou, Sou (Soninha!)

Quem foi que disse que não tem mais jeito?
Quem foi que disse que só tem um jeito?
Quem foi que disse que ter um objeto
É melhor do que ser um bom sujeito?
Quem foi que disse que se melhorar, estraga?
Quem foi que disse que se mudar piora?
Quem foi que disse que mulher não pode
E que você não pode mudar isso agora?
(Quem foi que disse?)
Quem foi que disse que isso é maluquice?
Quem foi que disse, quem foi que disse?
Sou, Sou, Sou (Quem foi que disse?)
Sou, Sou, Sou (Quem foi que disse?)
Quem foi que disse que gravata é seriedade?
Que alegria não é necessidade?
Quem disse que ideal é coisa de juventude
E que você não pode mudar essa atitude?
Quem foi que disse que tem que ser como eles?
E que só eles é que falam a verdade?
Quem foi que disse que isso é maluquice
Andar de bicicleta na cidade?
(Quem foi que disse?)
Quem foi que disse que isso é maluquice?
Quem foi que disse, quem foi que disse?
Sou, Sou, Sou (Soninha!)
Sou, Sou, Sou (Soninha!)
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Manifesto de Solidariedade à Soninha

Nós, cidadãos e cidadãs que ainda acreditamos que a ética e a transparência são essenciais à política e à democracia, repudiamos veementemente os atos de hostilidade contra a vereadora e candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, e consideramos inadmissível qualquer tentativa de intimidação ou ameaça de punição pelo simples fato de manifestar o seu pensamento e as suas opiniões.
Estamos todos solidários à vereadora Soninha neste momento, pela coragem de jogar luz sobre a obscuridade da Câmara Municipal de São Paulo - e pelo desprendimento de abrir mão de uma possível reeleição como vereadora para entrar em uma campanha majoritária e influenciar decisivamente nos rumos do debate político e programático da cidade.
Quando Soninha afirmou na sabatina do jornal "O Estado de S. Paulo" que os vereadores paulistanos fazem acertos de todos os tipos e diferentes nuances, mais ou menos republicanas, para a aprovação de projetos na Câmara, foi como se riscasse um fósforo sobre um barril de pólvora.
A grande maioria dos vereadores simplesmente não admite que algum de seus pares questione as práticas e métodos próprios do parlamento paulistano. Quase como o "código de honra" da máfia, que manda exterminar quem se opõe às regras do crime organizado, alguns vereadores pedem a cabeça de quem ousa questionar o modus operandi das negociações realizadas na Câmara Municipal.
Não é segredo para ninguém que os projetos de lei - seja de iniciativa do Executivo ou dos vereadores - só entram em pauta após acordo entre os líderes partidários. Como se chega a esses acordos é o grande tabu - que a imprensa não aprofunda e que Soninha vem apontando desde o seu primeiro ano de mandato, sem grande repercussão.
Agora que é candidata à Prefeitura, as mesmas declarações ganham um enfoque diferenciado. Mas a nossa indignação é a mesma de Soninha contra essa prática dos vereadores paulistanos - que, em vez de pedirem a apuração das acusações e o esclarecimento das suspeitas, querem a punição da acusadora. Muito singular este senso de justiça e transparência.
Porém, São Paulo reivindica um novo parâmetro ético para qualificar o debate e dignificar a nossa representação política. Assim, a postura de Soninha deixa de ter apenas um caráter partidário para se transformar em um clamor de todos aqueles que amam esta cidade e desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais digna, justa e humana.
Roberto Freire, presidente nacional do PPS; João Batista de Andrade, cineasta e ex-secretário estadual da Cultura; Paulo Baia, professor do Departamento de Economia da PUC; Sérgio Salomão Shecaira, professor titular de Direito Penal da USP; Alberto Aggio, historiador e professor livre-docente da Unesp; Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos; Clarice Herzog, publicitária; Arrigo Barnabé, músico; Cláudio Kahns, cineasta; Ana de Hollanda, cantora e compositora; Gunnar Carioba, administrador; Tereza Vitale, coordenadora nacional de Mulheres do PPS; Hercídia Mara Facuri Coelho, pró-reitora acadêmica da Universidade de Franca; Luís Mir, historiador; Dina Lida Kinoshita, doutora em física da USP e membro da Cátedra UNESCO de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância; Giovanni Menegoz, tradutor; Tibério Canuto, jornalista; Eliete Negreiros, cantora e pesquisadora de música popular brasileira; Silvano Tarantelli, jornalista; Wanderlei Silva, diretor do Polo de Cinema e Video do DF; Diógenes Botelho, jornalista; Arnaldo Jardim, deputado federal; Davi Zaia, deputado e presidente estadual do PPS de São Paulo; Carlos Fernandes, presidente municipal do PPS de São Paulo; Nelson Teixeira, secretário-geral do PPS de São Paulo; Moacir Longo, presidente de honra do PPS; Maurício Huertas, jornalista e coordenador do Movimento Vergonha Nunca Mais, pela Ética na Política.
IMPORTANTE: A participação é aberta a qualquer cidadão. Estão listadas acima apenas as assinaturas iniciais do documento. A íntegra dos nomes dos apoiadores será atualizada e divulgada no decorrer dos dias. Para aderir ao manifesto, envie um e-mail para: vergonha@uol.com.br
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vergonha eu... há tanto tempo sem escrever...
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