terça-feira, 7 de junho de 2011

Manifestação vai, manifestação vem

Hoje fui na quarta manifestação, em menos de 15 dias, mas a primeira em que não saí me sentindo melhor.

Ficou marcada a 2ª paralisação dos funcionários da Prefeitura para o dia 07 de junho às 14h, por ser a data em que os representantes dos governos haviam se disposto a sentar para negociar as reivindicações em pauta. Na primeira, havia cerca de 5 mil funcionários, bastante até, mas não tanto se considerarmos que a PMSP tem mais de 130 mil servidores.

Mas todos imaginamos que com a primeira funcionando (ou seja, tendo bastante gente), a segunda teria possivelmente o dobro. Mas para a minha frustração e "incucação" havia mais ou menos metade.

Ainda assim, não deixávamos de ser uma pequena multidão, que logo teve que se esconder embaixo das marquises devido à forte chuva de vento que nos brindou. Ainda assim, não arredamos pé. Continuamos ali ouvindo o que os que se dispondo a molhar subiam no caminhão para falar, aplaudindo, apitando, fazendo barulho...

Eram quase 17h quando a comissão negociadora desceu. Acho que muitos tinham um sentimento de descrença e esperança ao mesmo tempo. De saber que era absolutamente improvável haver uma proposta descente, mas com a esperança de que algo, mesmo que indecente, fosse proposto.

Mas fato é que não conseguimos nada. A única notícia boa é que pretendem passar o piso salarial de R$ 545 para R$ 630 (mas isso não é para o base que de muitos é de R$ 440, eles somam isso com aquilo outro), mas quanto ao reajuste não haverá negociação, pois consideram que as perdas salariais já foram repostas por gratificações.

Estava nítido que a gratificação concedida este mês era um cala-boca, mas não imaginava que tivessem a cara-de-pau de dizer abertamente que uma coisa vem substituir a outra.

Entendemos que gratificação não é salário, pois é sobre nosso salário base que incidem quaisquer outros benefícios que por ventura possamos conseguir: adicional de qüinqüênio, gratificação de função, horas extras, etc. Mas, provavelmente boa parte que recebeu a tal gratificação retroativa ao começo do ano, ficou satisfeita e grata com um governo tão bonzinho que pagou o "a mais" que faltava para amenizar o rombo que as contas mais caras passaram a deixar. Triste. Muito triste.

Saímos de lá em "estado de greve" momento em que começam as preparações para a greve, que pelo que entendi, deve ter início no dia 14. Sou totalmente a favor. Mas como convencer os outros 60 mil (descontando os professores)? Justo, mas fácil não. Saí bastante incomodada, com uma mistura de todas essas sensações que os fatos e informações trouxeram.

Some-se um nozinho no peito, pelo reforço do que estou relutando pra aceitar: que vou ter que abrir mão do meu concurso e da Prefeitura desta cidade tão absurda, em tantos sentidos, mas que gosto tanto!

Ainda quero contar das outras manifestações, mas não será hoje, porque ainda tenho que escrever o primeiro capítulo da minha dissertação para entregar amanhã (sobre esse universo no qual já convivo há tantos anos, e que parece que quanto mais estudo, menos entendo). Mas amanhã tem mais! – em muitos sentidos! : j

3 comentários:

Ana Estrella disse...

ps: as fotos dessa vez não são minhas. foram capturadas do facebook. :)
a primeira da Luciana de Sá e as outras três do Marcelo Rosa Dávila.

F.I.O.N.A. disse...

ay mamita, no podrían hacer esas manifestaciones en verano cuando no haga tanto frío?

besitos, nos vemos mañana si Dios quiere.

Ana Estrella disse...

haha! las manifestaciones se hacen cuando se necesitan, no cuando se quiere. si no hiciera falta ganar más hasta el verano, no se haria.
de todos modos, mejor el frio que el calor, pues caminar bajo un sol fuerte tampoco es lo más agradáble.

nos vemos mañana! :)